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Obrigado, Moisés, por espalhar amor, brilho, encontros e lutas importantes

Por Everton Damasceno, ContilNet

O irreverente e saudoso Moisés Alencastro, encontrado morto dentro de seu apartamento na noite desta segunda-feira (22), era colunista social do site ContilNet desde outubro de 2019.

Moisés Alencastro/Foto: Reprodução

Com uma carreira sólida no Ministério Público do Acre (MPAC), atuando com afinco e compromisso no Centro de Atendimento à Vítima (CAV), ele usava seu espaço no ContilNet e na vida para ir além das coberturas de festividades e eventos do cotidiano. Era um verdadeiro entusiasta da cultura acreana, ativista destemido e respeitado na luta pelos direitos humanos, especialmente dentro da comunidade LGBTQIA+.

Foi um exímio comunicador, defensor importante das comunidades indígenas. Abriu portas para que a arte produzida em terras acreanas e no Norte do Brasil ganhasse notoriedade e força. Entendia, com muita sobriedade, que sua existência no mundo tinha um papel político.

“Eu sou militante, e acredito que em tudo que faço na vida precisa existir a minha luta por direitos, defendendo as minorias e o respeito. Por isso, além de todos os tópicos convencionais à uma coluna, também quero debater assuntos que são de interesse público, como uma necessidade do nosso contexto atual”, disse Moisés ao ContilNet, no lançamento de sua coluna social, estreada a convite da jornalista Wania Pinheiro e do também colunista Douglas Richer, que nos deixou no início desse ano tão difícil.

Moisés deixa um legado, amigos e muitas saudades/Foto: Reprodução

Nós, do ContilNet, lamentamos profundamente a partida tão precoce, injusta, cruel e dolorosa de um ser humano tão especial que merece ser lembrado pela grandeza e preciosidade do que construiu.

Moisés era e continua sendo – no presente e para o futuro – a resistência encarnada.

Um beijo, Darling! 🖤

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