Paratletas do Acre conquistam medalhas de ouro em competição nacional; confira

Ana Rafaela Oliveira e Isabelly Victoria Gonçalves subiram ao pódio em suas modalidades e ajudaram a colocar o Acre em evidência no cenário paralímpico estudantil

O avanço do esporte acreano voltou a ganhar destaque nacional neste mês, quando duas jovens atletas representaram o estado nas Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, e retornaram com resultados que reforçam o potencial local. Ana Rafaela Oliveira e Isabelly Victoria Gonçalves subiram ao pódio em suas modalidades e ajudaram a colocar o Acre em evidência no cenário paralímpico estudantil.

Ana Rafaela, de apenas 11 anos, foi um dos destaques da delegação. A jovem atleta soma nove medalhas na carreira e, em São Paulo, voltou para casa com três ouros no atletismo, após vencer as provas dos 100 metros, 60 metros e salto em distância. A conquista teve um significado especial para ela.

A paratleta já acumula nove medalhadas. Foto: cedida

“Foi muito bom [vencer]. Fiquei muito feliz. Pensei muito na minha mãe, no meu pai e em toda a minha família. [Essa vitória] foi para eles. Espero continuar, porque gosto muito do atletismo”, afirma.

A participação de Ana só foi possível graças ao custeio do Estado, que garantiu as passagens e toda a logística da viagem. A oferta desse apoio tem mudado realidades e motivado famílias inteiras.

Equipe da Seel acompanhou a viagem e deu todo suporte necessário. Foto: cedida

A mãe da atleta, Priscila Oliveira, conta que o esporte provocou uma transformação na vida da filha, trazendo autoestima, disciplina e alegria. “Quando ela soube que ia para São Paulo participar dessa competição chorou muitas vezes, pensando que não tinha condições de vencer e Deus nos honrou. Todos ficamos felizes. Eu chorei, gritei e pulei quando me ligaram falando que ela tinha ganhado em primeiro lugar”, relata.

Outra história que emocionou na competição foi a de Isabelly Victoria, de 12 anos, que compete na bocha paralímpica, classe BC3. Ela segue sem perder há dois anos, tornando-se bicampeã das Paralimpíadas Escolares e mantendo uma trajetória de total invencibilidade.

Vitória da adolescente possui uma representatividade significativa para o Acre. Foto: cedida

A mãe, Francisleide Gonçalves, explica que Isabelly é sobrevivente de uma gestação trigemelar e enfrentou sequelas desde o nascimento, o que exigiu força e superação desde cedo.

“Hoje, ver minha filha superar tantos desafios, conquistar autonomia e encontrar um espaço onde ela pode brilhar e mostrar suas habilidades é algo de encher o peito. Cada avanço que ela tem dentro do esporte paralímpico tem um peso de grande vitória, e ela ser bicampeã invicta por dois anos consecutivos, diante de todas as diferenças em relação aos equipamentos das adversárias, é algo surreal”, comenta.

Não verbal, a atleta utiliza outras formas de comunicação e encontrou no esporte um caminho para se desenvolver e se expressar. Para a família, cada título reafirma que o esforço está valendo a pena.

“O esporte tem oferecido qualidade de vida, desenvolvimento e propósito para um futuro melhor para ela. Cada nova vitória traz a sensação de alívio de estar no caminho certo, de que valeu a pena cada esforço, e é algo que só quem acompanha de perto sabe”, conclui Francisleide.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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