Pequenos golpes, grandes crimes: o passado de Ellen vem à tona em “Dona de Mim”

Por Portal Leo Dias 23/12/2025

Quem acompanha “Dona de Mim” vai entender, de vez, que Ellen (Camila Pitanga) nunca entrou no mundo do crime por influĂȘncia de ninguĂ©m. A personagem, que voltou do mundo dos mortos, sempre foi bandida. O que muda agora Ă© que a novela passa a mostrar, com mais clareza, como esse lado dela se manifestou desde cedo — inclusive no momento em que conheceu Hudson, vivido por Emilio Dantas.

Os dois se conheceram em uma madrugada chuvosa, dentro de um hospital. Hudson estava exausto, descrente da vida, enquanto Ellen aparecia frĂĄgil, internada, quase indefesa. AparĂȘncia enganosa. Foi ela quem ensinou a ele um truque simples para liberar um refrigerante preso na mĂĄquina. Um pequeno golpe, aparentemente inofensivo, mas que jĂĄ revelava sua verdadeira natureza. Entre conversas e olhares cĂșmplices, nasceu uma conexĂŁo que virou paixĂŁo e, depois, uma aliança criminosa.

Nos capĂ­tulos que vĂŁo ao ar a partir desta terça-feira (23), essa parceria ganha ainda mais peso. ApĂłs escaparem de uma abordagem policial fingindo mal-estar e descartando provas, Ellen e Hudson se escondem em um hotel. A tensĂŁo aumenta quando ele propĂ”e fugir com Sofia (Elis Cabral) e Igor (Theo Matos), caso tudo dĂȘ errado. Ellen topa, ciente de que serĂĄ preciso levantar mais dinheiro. A solução vem na forma de um golpe milionĂĄrio por telefone, mostrando que os dois jogam no mesmo time.

Vale lembrar que essa faceta de Ellen jå havia sido denunciada antes. Vanderson (Armando Babaioff) jå tinha falado abertamente sobre os trambiques da ex. O problema é que Vanderson também era bandido. Resultado: muita gente não levou a sério o que ele dizia, tratando tudo como exagero ou vingança de um criminoso ressentido.

Agora, a novela trata de confirmar que Vanderson nĂŁo mentia. Em uma cena de flashback logo no inĂ­cio da novela, Ellen apareceu em um restaurante ao lado dele, ainda como um casal apaixonado. Tudo parecia normal atĂ© o momento em que ela dizia que vai ao banheiro. Em vez disso, Ellen roubou a carteira de uma mulher sentada na mesa ao lado. Vanderson, cĂșmplice, se levantou logo depois. O golpe deu certo e os dois saĂ­ram tranquilos, sem culpa, sem pressa.

Nada de vítimas ou dilemas morais. Apenas hotéis de luxo, boa comida e uma eterna lua de mel bancada por pequenos e grandes trambiques. Hudson pode até ter aprendido com Ellen, mas a verdade é que ela nunca precisou de professor. O crime sempre fez parte do jogo dela.

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