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PL da Dosimetria: votos no PSB e no União Brasil chamam atenção

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PL da Dosimetria: votos no PSB e no União Brasil chamam atenção

Ao menos dois votos de deputados do PSB e do União Brasil chamaram a atenção na Câmara durante a votação do “PL da Dosimetria”, projeto de lei que diminui as penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados pela trama golpista.

O primeiro dele foi o voto de Jonas Donizette (SP), que será o líder do PSB em 2026. Embora seja de um partido da base do governo Lula, o parlamentar votou a favor do relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) pela redução das penas.

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Deputado federal Jonas Donizette (PSB-SP)

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados2 de 3

Primeiro presidente do União Brasil, o deputado federal Luciano Bivar (União-PE)

IGO ESTRELA/Metropoles
@igoestrela3 de 3

Sóstenes Cavalcante conversa com o relator Paulinho da Força e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, durante a tramitação do PL da Dosimetria.

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Donizette foi o único deputado do PSB a votar de forma favorável ao projeto. Todos os outros parlamentares da sigla, que tem o vice-presidente Geraldo Alckmin como filiado, votaram contra ou se ausentaram da votação, na madrugada da quarta-feira (10/12).

O segundo voto que despertou curiosidade na Câmara foi o do deputado Luciano Bivar (PE), ex-presidente do União Brasil. Bivar votou pela rejeição do projeto, contrariando a maioria de sua legenda, que se posicionou de forma favorável.

Bivar foi o responsável por patrocinar a candidatura de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2018. Então presidente do PSL, o parlamentar filiou Bolsonaro à sigla e o lançou à Presidência naquele ano, vencendo a eleição na ocasião.

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O então chefe do PSL, porém, acabou rompendo com Bolsonaro já em 2019, primeiro ano de governo do ex-presidente, por divergências na condução do partido. Posteriormente, ele fundiu o PSL com o DEM, dando origem ao União Brasil.

O PL da Dosimetria acabou aprovado na Câmara por 291 votos a 148. Agora, o texto vai ao Senado e ainda precisa da sanção de Lula. Como mostrou a coluna, petistas apostam que o presidente da República vetará integralmente o texto.

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