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Por que líderes históricos retratados em pinturas escondiam a mão no casaco?

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Por que líderes históricos retratados em pinturas escondiam a mão no casaco?

Quem observa retratos antigos de figuras históricas logo percebe um detalhe recorrente: a mão parcialmente escondida dentro do casaco ou do colete. O exemplo mais famoso é Napoleão Bonaparte, frequentemente retratado com a mão direita entre os botões do uniforme. Mas ele não estava sozinho. Líderes como George Washington e intelectuais como Karl Marx também aparecem repetidamente com a mesma pose.

Longe de ser um hábito excêntrico, o gesto era, na verdade, um padrão de elegância e autoridade em sua época.

Uma herança da Grécia Antiga

A origem da pose remonta à Grécia Antiga. Entre certos círculos sociais, gesticular excessivamente ao falar em público era visto como falta de educação. Oradores e políticos eram incentivados a manter o corpo contido, como sinal de autocontrole e racionalidade. Esculturas e representações do século 6 a.C. já mostravam figuras masculinas com as mãos recolhidas às vestes, um símbolo de seriedade e disciplina.

Napoleão Bonaparte Foto: Reprodução

Séculos depois, entre os anos 1700 e 1800, a nobreza europeia resgatou esse código visual. Manuais de etiqueta explicavam que esconder a mão no casaco transmitia uma combinação ideal de coragem e modéstia. A mensagem era clara: aquele homem tinha poder, mas também compostura, educação e dignidade.

Em um mundo em que a imagem pública era construída principalmente por pinturas oficiais, a pose virou quase obrigatória para reis, generais, políticos e pensadores.

Razões práticas além do simbolismo

Além do significado social, fatores práticos ajudaram a popularizar a postura:

Hoje, embora ninguém mais esconda a mão no casaco por etiqueta, a lógica permanece. Políticos e executivos costumam posar com a mão no bolso, ajustando o punho da camisa ou apoiando o braço de forma estratégica para transmitir segurança e confiança.

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