O vereador Leniel Borel, pai do menino Henry, que foi assassinado em 2021 no apartamento onde morava a mãe Monique Medeiros e o padrasto, o médico Jairo Souza Santos Júnior, afirmou em entrevista exclusiva ao BacciNotícas que sua vida está sob ameaça constante de uma organização criminosa, liderada pelo policial militar Coronel Jairo, pai do ´reu “Dr. Jairinho, que busca silenciá-lo e descredibilizá-lo no júri popular do caso do assassinato de seu filho.

Afirma que sua vida está sob ameaça constante de uma organização criminosa, liderada pelo policial militar Coronel Jairo, pai do ´reu “Dr. Jairinho/ Foto: Reprodução
“Hoje eu temo de me tornar uma próxima Marielle aqui no Rio de Janeiro”, disse ele.
Desde a morte de seu filho, há cinco anos, Leniel afirma sofrer ameaças contínuas, que evoluíram de veladas para diretas.
“Eles estão tentando contra a minha vida, assessores do Jairo, o próprio Jairo, familiares… querem me apagar, me calar, parar esse pai”, relatou o vereador.
Segundo a vítima, a quadrilha, liderada por Jairo, Monique, Coronel Jairo e Thalita, irmã de Jairo, foi formada para tentar interferir no júri do assassinato de Henry.
“O foco deles é o júri. Querem que eu chegue ao julgamento descredibilizado ou que seja removido do processo. Mais do que a busca da verdade, a vitória para eles é me tirar do júri”, afirmou.
O vereador detalhou ainda uma série de estratégias de intimidação e difamação utilizadas pela organização criminosa, incluindo crimes contra a honra, perseguição, cooptação de pessoas próximas e uso de uma “milícia digital”.
“Eles cooptaram Fernanda Piacentini, que fez 350 lives contra mim, e até meu ex-advogado para bagunçar o processo. Trouxeram uma pastora dos EUA para me acusar falsamente de agressão”, disse Leniel.
Ele relatou que a situação se intensificou após sua eleição como vereador e que os ataques se tornaram quase diários.
“As ameaças têm se aumentado. O próximo passo é eles virem para atentar contra a minha vida”, disse, ressaltando que já buscou apoio de autoridades policiais e do Ministério Público. “Estive com o Procurador Geral de Justiça e no Núcleo de Apoio a Vítimas pedindo que os promotores ajam de forma rápida para parar essa organização criminosa”, afirmou.
Leniel concluiu enfatizando a gravidade da situação:
“Temo de me tornar uma próxima Marielle. Por isso hoje estou pedindo ajuda. Essa organização está claramente estruturada, e já apresentamos provas disto desde o começo do processo. São muitas ações contra mim, minha família e minha reputação, e tudo indica que eles não vão parar tão cedo”.
Queixa-crime
Temendo contra a própria vida, o vereador já moveu duas queixas-crime contra o coronel da reserva da Polícia Militar Jairo Souza Santos. Segundo a defesa, novas ações já estão sendo protocoladas motivadas por declarações feitas por Jairo durante transmissões ao vivo, onde insinuou que Leniel teria responsabilidade na morte do filho.
Durante as transmissões, o coronel ofendeu Leniel, chamando-o de “vagabundo” e “pilantra”, além de acusá-lo de usar a tragédia do filho para se eleger como vereador. As queixas-crime estão sendo processadas nas 14ª e 32ª Varas Criminais do Rio de Janeiro.
Segundo demonstra a defesa, Leniel é vítima indireta do crime de homicídio praticado contra seu filho Henry Borel, porque como pai, ele “suportou e suporta os gravíssimos efeitos morais, psicológicos e existenciais decorrentes do delito), e é, simultaneamente, vítima direta de delitos subsequentes voltados contra a sua própria pessoa, consistentes em perseguição e stalking, crimes contra a honra — calúnia, difamação e injúria – e coação no curso do processo (art. 344 do CP), perpetrados, em tese, por terceiros e por pessoas vinculadas às defesas dos réus Jairo e Monique”, afirma o texto.
O caso segue em segredo de Justiça.
