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Postagem que antecede morte levanta questionamentos sobre possível pedido de socorro

Por Redação, ContilNet

Uma mensagem publicada nas redes sociais por Sidney Cunha, dois dias antes de sua morte, passou a ser analisada como um possível indício do estado emocional do autor e do contexto que antecedeu o caso. O homem foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (30), dentro de uma residência na rua Piauí, em Sena Madureira, e o episódio está sob investigação das autoridades.

Sidney Cunha/ Foto: Facebook

A postagem, feita no dia 28 de dezembro, traz um longo relato em tom de desabafo, no qual Sidney descreve uma sequência de situações que, segundo ele, envolveriam a ex-esposa. No texto, ele cita supostos abusos, exploração sexual, consumo de drogas, ameaças, tentativas de homicídio e afirma ter sido vítima de uma “armação” que teria culminado em sua prisão.

Em um dos trechos, Sidney afirma: “Sempre tive razão, nunca acreditaram em mim”, relatando que teria passado meses reunindo informações e provas. Ele menciona áudios, fotos e gravações que, segundo o próprio texto, teriam sido encaminhados ao Iapen.

Outro ponto que gerou preocupação foi a afirmação de que a mulher estaria em perigo. Sidney escreveu que ela “corre risco de vida” e declarou que, caso algo acontecesse com ele ou com ela, “a lista dos suspeitos está com um amigo”. A publicação foi acompanhada de uma imagem em que ele aparece usando tornozeleira eletrônica.

Postagem feita no Facebook dois dias antes de ser encontrado sem vida/ Foto: Facebook

A repercussão foi imediata. O post acumulou mais de 300 comentários, com reações diversas. Enquanto alguns internautas ironizaram o conteúdo ou apontaram a dificuldade de compreensão do texto, outros interpretaram a mensagem como um alerta ou pedido de ajuda.

Na tarde desta terça-feira, o corpo de Sidney Cunha foi localizado dentro da residência. A Polícia Militar esteve no local, realizou o isolamento da área e acionou a perícia técnica.  Até o momento, não há informações oficiais sobre a causa da morte nem confirmação de crime.

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