A professora Priscila da Silva Costa, da Escola Presbiteriana de Cruzeiro do Sul, tem se destacado pela adoção de práticas pedagógicas inovadoras que integram tecnologia ao processo de ensino-aprendizagem. Em uma aula recente, a educadora utilizou recursos de inteligência artificial para tornar o conteúdo mais dinâmico e despertar nos alunos reflexões sobre o futuro e a importância da educação.

Com uso de inteligência artificial em sala de aula, educadora transforma o ensino em uma experiência visual e motivadora/Foto: Reprodução
Segundo a professora, o uso exclusivo de aulas expositivas já não é suficiente para manter a atenção das crianças. “Com a tecnologia, eu percebo que está cada dia mais complicado dar somente uma aula expositiva, porque a gente não consegue prender muito a atenção se a aula não for dinâmica, criativa e não tiver algo que chame a atenção”, explicou.
A atividade começou com uma conversa em sala de aula, na qual os alunos falaram sobre o que gostariam de ser quando adultos. As respostas foram organizadas no quadro, em forma de lista. “A gente trabalhou primeiro a aula expositiva, enumerando o que eles gostariam de ser. Essa listagem também ajuda no processo de alfabetização”, destacou Priscila.
Na sequência, a professora utilizou a inteligência artificial para criar imagens dos próprios alunos já adultos e formados nas profissões que haviam escolhido. Para ela, o resultado foi marcante. “O impacto foi muito positivo, porque a criança conseguiu se enxergar no futuro. Algo que antes era só imaginado passou a ser visual e concreto”, afirmou.
De acordo com a educadora, a atividade contribuiu diretamente para o fortalecimento da autoestima dos estudantes. “Isso reforça o sentimento de capacidade e ajuda a entender que estudar hoje tem um propósito amanhã. A nossa intenção foi exatamente projetar isso neles, para que possam imaginar que o esforço de agora pode, sim, trazer frutos no futuro”, ressaltou.
Do ponto de vista pedagógico, Priscila explicou que a aula trabalhou diversas competências. “A atividade envolveu oralidade, imaginação, identidade e respeito ao outro. Além disso, aumentou muito o engajamento, inclusive dos alunos mais tímidos, que passaram a querer falar e comentar sobre os colegas”, relatou.
A professora também fez questão de enfatizar que a tecnologia não substitui o papel do educador. “A tecnologia, nesse caso, não substitui o professor. Ela foi uma ferramenta mediadora, usada com intenção pedagógica. Claro que não significa que eles vão ficar exatamente como a inteligência artificial projetou, mas a ideia foi fazê-los refletir que o estudo que eles estão tendo hoje tem um propósito para o amanhã”, concluiu.
