Chega a ser irresponsável, para não dizer desonesto, o nível das críticas feitas por adversários do prefeito Tião Bocalom após a forte chuva que atingiu Rio Branco. Em vez de contribuir com soluções ou demonstrar o mínimo de solidariedade com a população afetada, alguns preferem transformar um fenômeno natural em chacotas e palanque político, como se o prefeito tivesse o poder de controlar o clima. Ou como todos esses problemas não ocorressem há décadas.
A chuva que caiu nesta sexta-feira (26) foi muito acima do previsto pela meteorologia. Não foi um problema exclusivo de Rio Branco, nem resultado de omissão deliberada. Ainda assim, há quem insista em apontar o dedo para a Prefeitura, ignorando dados técnicos, a imprevisibilidade do clima e a realidade enfrentada por cidades em todo o país.
Esse comportamento não é novo. Há muito tempo, setores da oposição demonstram total falta de respeito, usando qualquer dificuldade como munição política. Não importa se a causa é natural, estrutural ou histórica. Tudo vira culpa do prefeito. Essa postura revela mais desespero político do que preocupação real com a cidade.
É preciso deixar claro: prefeito não faz chover, não segura rio e não impede temporais. O que se pode cobrar — e isso é legítimo — são ações de resposta, assistência à população e planejamento. O que não se pode aceitar é a tentativa de enganar a população, espalhando a falsa ideia de que eventos extremos são fruto de incompetência administrativa.
Enquanto críticos fazem barulho nas redes sociais, a gestão municipal mobiliza equipes, monitora áreas de risco e trabalha para minimizar os danos. Mas isso raramente vira manchete, porque não interessa a quem vive de ataque vazio e discurso inflamado.
Esse tipo de crítica rasa não ajuda Rio Branco. Pelo contrário: atrapalha, confunde e desinforma. Usar o sofrimento da população como ferramenta política é um dos piores vícios da velha política, exatamente aquela que muitos dizem combater, mas continuam praticando.
A cidade precisa de seriedade, responsabilidade e compromisso com a verdade. Culpar o prefeito pela chuva não é crítica, é oportunismo barato. E a população sabe reconhecer a diferença.

