Apontado como um dos criminosos mais procurados da Justiça de Roraima, Gessé Diomar Mendes Barros, de 67 anos, foi preso na noite deste sábado (20), em Rio Branco, no Acre. Ele estava foragido há anos e constava na chamada “lista vermelha” de procurados, que reúne nomes com mandados de prisão em aberto e condenações definitivas.
A chamada “lista vermelha” dos mais procurados em Roraima reúne oito foragidos considerados de alta periculosidade e integra estratégias das forças de segurança para localizar condenados e investigados. Gessé Diomar Mendes Barros também faz parte do Projeto Captura, do Ministério da Justiça, voltado à localização e prisão de criminosos foragidos.
Lista vermelha dos mais procurados/Foto: Reprodução
Gessé é acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Rogério de Oliveira Rosa, conhecido como Rogério BC, morto a tiros em agosto de 2007, em Boa Vista. O crime ocorreu quando a vítima chegava a um de seus supermercados, no Dia dos Pais, na presença da esposa e da filha, e ficou conhecido como o “Caso BC”.
A prisão ocorreu no bairro Belo Jardim I, em um imóvel que funcionava simultaneamente como residência e ponto comercial. No momento da abordagem, Gessé tentou se identificar com um nome falso e apresentou documentos adulterados. Após consulta aos sistemas de segurança pública, os policiais confirmaram sua verdadeira identidade e a existência de mandado de prisão expedido pela Justiça de Roraima.
Preso em Rio Branco, Gessé Diomar Mendes Barros era considerado um dos criminosos mais procurados da Justiça de Roraima
Segundo a Polícia Militar do Acre, o foragido não ofereceu resistência e foi conduzido à Delegacia Central de Flagrantes, onde permanece à disposição do Judiciário. O g1 informou que tenta contato com a defesa de Gessé.
Condenado a 15 anos e dois meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de homicídio qualificado, Gessé chegou a responder parte do processo em liberdade após obter habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Anos depois, voltou a ter a prisão decretada por descumprir medidas judiciais, mudar de endereço sem comunicar à Justiça e não ser localizado para intimações.
As investigações apontaram que o homicídio do empresário foi planejado e executado por terceiros, a mando de Gessé. O Ministério Público de Roraima denunciou o caso como homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
