Os boletins divulgados pela Defesa Civil de Rio Branco apontam que o nível do Rio Acre vem apresentando tendência de baixa desde o dia 9 de dezembro, afastando, ao menos neste momento, riscos imediatos de cheia na capital acreana. Apesar do cenário atual de vazante, a coordenação do órgão reforça que o monitoramento segue constante diante da previsão de chuvas intensas para o restante do mês.

Mesmo com queda no nível desde o início de dezembro, volume de chuvas já supera dois terços do esperado para o mês, segundo Cláudio Falcão/Foto: Reprodução/Foto: Juan Diaz, ContilNet
Na manhã do dia 9 de dezembro, o rio marcou 10,16 metros às 6h, com leve oscilação ao longo do dia, atingindo 10,19 metros às 15h, antes de iniciar a descida, fechando o período em 10,17 metros às 18h. Já no dia 10, a queda se tornou mais evidente, passando para 9,99 metros às 5h17 e recuando para 9,89 metros às 9h, sem registro de chuva nas 24 horas anteriores.
A vazante se manteve nos dias seguintes. Em 11 de dezembro, o nível foi de 9,25 metros, mesmo com 13,20 mm de chuva. No dia 12, o Rio Acre caiu para 8,24 metros, apesar de um volume ainda maior de precipitação, com 14,40 mm em 24 horas. O recuo ficou mais acentuado no fim de semana, quando o rio marcou 7,50 metros no dia 13 e chegou a 6,98 metros na manhã deste domingo, 14, com apenas 0,20 mm de chuva no período.
Todos os registros seguem bem abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros, e da cota de transbordo, fixada em 14 metros, conforme destacou o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão. No entanto, ele pondera que a redução do nível não deve ser interpretada apenas como um sinal positivo.
Segundo Falcão, a capital se aproxima do fechamento da primeira quinzena de dezembro com um volume de chuvas significativo. “Amanhã a gente está fechando a primeira quinzena do mês de dezembro e já tivemos muita chuva. Mais de dois terços da quantidade de chuva esperada para o mês já caiu nesses primeiros dias, e a previsão para o restante de dezembro é de mais chuva”, explicou.
O coordenador alertou ainda para um comportamento histórico do rio que exige cautela. “Essa diminuição do nível do rio tem um lado bom, porque ele ganha mais calha para receber água quando as chuvas aumentarem. Mas, por outro lado, a estatística mostra que, quando o rio fecha o ano com nível mais baixo, normalmente ele complica mais para a gente nos meses de fevereiro e março”, afirmou.
Diante desse cenário, a Defesa Civil reforça que, apesar da estabilidade momentânea em queda, o acompanhamento diário do Rio Acre é essencial, especialmente durante o período chuvoso, quando o comportamento do manancial pode mudar de forma rápida e exigir respostas imediatas das autoridades.
