Rio sedia 1ÂȘ CĂșpula Popular do Brics para debater Sul Global

Por AgĂȘncia Brasil 01/12/2025 Ă s 14:03


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Começou nesta segunda-feira (1Âș). no ArmazĂ©m da Utopia, no centro do Rio de Janeiro, a 1ÂȘ CĂșpula Popular do Brics, evento criado para integrar movimentos sociais ao bloco, composto por 11 paĂ­ses do mercado emergente.  O objetivo é articular a participação da sociedade civil na elaboração de propostas voltadas Ă  cooperação do Sul Global. Rio sedia 1ÂȘ CĂșpula Popular do Brics para debater Sul GlobalRio sedia 1ÂȘ CĂșpula Popular do Brics para debater Sul Global

Durante o encontro serĂŁo debatidos temas como a cooperação econĂŽmica e o multilateralismo, a construção da multipolaridade, a reconfiguração da geopolĂ­tica mundial, os desafios da governança global, o prĂłprio papel do Brics e a redução da dependĂȘncia dos paĂ­ses emergentes ao dĂłlar americano nas transaçÔes internacionais e formação de reservas financeiras.


Rio de Janeiro (RJ), 01/12/2025 – PĂșblico durante abertura da CĂșpula Popular do Brics, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/AgĂȘncia Brasil

PĂșblico acompanha a abertura da CĂșpula Popular do Brics.. Foto: Tomaz Silva/AgĂȘncia Brasil

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O Conselho Civil Popular do Brics foi criado em 2024 na CĂșpula do Brics de Kazan, na RĂșssia, para promover o diĂĄlogo entre atores da sociedade civil e governos dos paĂ­ses do grupo.

“O conselho Ă© um marco na consolidação da participação da sociedade organizada nas discussĂ”es do bloco e visa dar voz aos movimentos populares, estudantes, professores e ONGs nas pautas estratĂ©gicas do agrupamento”, diz a organização.

Este Ă© o Ășltimo grande evento realizado pelo BRICS com o Brasil na presidĂȘncia do bloco, antes da Índia assumir a posição no ano que vem.

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Em vĂ­deo enviado para a abertura do evento, a ex-presidenta do Brasil e presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, Dilma Rousseff, disse que a primeira cĂșpula consagra a participação da sociedade civil organizada na construção da cooperação do Sul Global.

“Pela primeira vez, os povos dos paĂ­ses do Brics dispĂ”em de um canal permanente de diĂĄlogo com os governos e as instĂąncias decisĂłrias do agrupamento”, afirmou Dilma.

JoĂŁo Pedro Stedile, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais SemTerra (MST) e do Conselho Civil dos Brics no Brasil, disse que a cĂșpula vai formalizar o conselho civil de como deve funcionar de forma permanente para entregar um modus operandi para o novo mandato na Índia no ano que vem.

“Os governos sabem que, sem a mobilização da sociedade civil, para alguns temas nĂŁo tem como resolver, como a defesa da natureza, a construção de moradia popular. Vamos analisar temas da geopolĂ­tica mundial, mas tambĂ©m vamos nos dedicar a temas que a sociedade civil pode ajudar a resolver”, disse Stedile.

Os paĂ­ses membros do bloco sĂŁo lĂ­deres na produção de grĂŁos, carnes, fertilizantes e fibras, respondendo por cerca de 70% da produção agrĂ­cola global. “AlĂ©m disso, concentram mais da metade da agricultura familiar do planeta, o que gera aproximadamente 80% do valor da produção global de alimentos. Essa posição estratĂ©gica confere ao bloco uma responsabilidade ainda maior na construção de sistemas alimentares sustentĂĄveis e equitativos, pautas que o Conselho Popular do Brics busca integrar nas discussĂ”es”, dizem os organizadores.

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