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Rua Javari terá gramado sintético após tombamento ser revogado

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Rua Javari terá gramado sintético após tombamento ser revogado

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) aprovou nesta segunda-feira (1/12) uma alteração na resolução de tombamento do estádio do Juventus, na Rua Javari, para excluir a vegetação natural do gramado da lista de itens preservados. Com isso, templo do futebol raíz de São Paulo passará a ter grama sintética já este mês.

O tombamento listava como obrigatória a “preservação da volumetria, dimensões e tipo de forração vegetal” e, durante a reunião desta terça-feira, foi aprovada a ampliação do texto, para incluir “ou sintética”. Também foi aprovada a inclusão da seguinte cláusula: “Serão admitidas intervenções pertinentes à conservação da cobertura de grama natural ou sintética e das estruturas de drenagem e irrigação do campo de futebol”.

A mudança só passa a valer quando for incluída no Diário Oficial do Município, mas na prática a SAF do Juventus passa a poder dar andamento à instalação do gramado sintético. Nas últimas semanas, a grama natural da Rua Javari foi retirada para uma reforma que inclui novo sistema de drenagem e terraplanagem, para que o campo fique mais plano.

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Torcida do Juventus na Rua Javari

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Jogo na Rua Javari

Ale Viana/Juventus3 de 3

Rua Javari, estádio do Juventus

Ale Vianna /C.A.Juventus

A SAF queria aproveitar a reforma para já instalar grama artificial, mas esbarrava no tombamento. O Metrópoles revelou no mês passado que o clube havia apresentado pedido para derrubar a exigiência de grama natural.

“O gramado natural, além de demandar elevados custos de manutenção, apresenta instabilidade física e biológica que interfere diretamente na qualidade esportiva e na segurança dos atletas”, escreveu a arquiteta contratada pelo clube no pedido.

Já a grama artificial oferece “melhor desempenho, durabilidade e segurança, (…) menor risco de lesões, sustentabilidade ambiental, com redução do consumo de água e eliminação do uso de defensivos agrícolas; e estabilidade”, segundo ela.

Além disso, a arquiteta destacou, o gramado natural é “incompatível com a operação moderna de arenas esportivas
urbanas”, tratando da Rua Javari.

SAF do Juventus tem planos ambiciosos

A SAF do Juventus foi oficializada no fim de outubro, quatro meses depois da aprovação do projeto apresentado pela Contea Capital e pela Reag Holding. Após a Reag ser envolvida na megaoperação da Polícia Federal que mirou os braços do PCC na Faria Lima, a Contea assumiu sozinha o projeto.

Os planos anunciados para o futebol são ambiciosos: acesso da Série A2 do Campeonato Paulista para A1 em 2026, conquista da vaga na Série D de 2027 e acesso direto para a Série C de 2028, até cumprir a profecia do “voltaremos a ser primeiros” (ou seja, chegar à primeira divisão nacional) daqui a 10 anos.

Para a Rua Javari o plano envolve a ampliação da capacidade do estádio de 5 mil para 15 mil torcedores, o que dependeria de aprovação do Conpresp. A ideia é que a nova “arena” possa receber outros tipos de eventos, aumentando o potencial de receitas para a SAF.

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