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Seis em cada 100 residências têm focos de dengue em Rio Branco; prefeitura alerta

Por Suene Almeida, ContilNet

A Prefeitura de Rio Branco reforçou o alerta para o risco de aumento dos casos de dengue com a chegada do período chuvoso, a partir deste mês de dezembro. Segundo o secretário de Saúde do município, Rennan Biths, o último levantamento realizado no fim de outubro apontou um índice de infestação de 6,5% na capital.

A dengue é uma doença extremamente perigosa e pode, inclusive, levar o paciente à morte | Foto: Reprodução

De acordo com ele, o dado significa que, de cada 100 casas que nós visitamos, 6 tinham algum tipo de recipiente com larvas do Aedes aegypti. A partir desse indicador, as equipes de saúde têm intensificado o mapeamento das áreas mais vulneráveis e direcionado as ações de combate ao mosquito.

Rennan explica, ainda, que, embora o Acre registre números menores de notificações e confirmações em relação ao mesmo período do ano passado, o cenário ainda exige cuidado. “Os ossos números estão abaixo do ano passado. Mas isso não quer dizer que a gente está numa situação confortável. A dengue sempre demanda da gente um alerta”, afirmou.

Ele também destacou o papel da comunicação para conscientizar a população. “A imprensa acaba tendo um papel importante nisso, que é de comunicar à população. Para enfrentar a dengue, os órgãos de saúde não conseguem enfrentar sozinhos. A gente precisa da participação da população”, reforçou.

O secretário lembrou ainda que mais de 90% dos focos estão em residências particulares | Foto: Reprodução

Com a previsão de chuvas mais intensas, o município orienta os moradores a intensificar os cuidados dentro de casa, onde estão a maior parte dos focos. Ele ressaltou, também, que a medida mais eficaz para reduzir a circulação do mosquito é eliminar locais de reprodução. “A melhor forma de combater a dengue é minimizar a possibilidade de reprodução do vetor, que é o mosquito.  A gente precisa, a partir de agora, ter cuidado com a limpeza do nosso quintal, evitar recipientes que possam estar acumulando água e se tornar um ambiente propício à reprodução do Aedes aegypti”, alertou.

O secretário lembrou ainda que mais de 90% dos focos estão em residências particulares, o que dificulta a atuação direta do poder público. “É importante destacar que mais de 90% dos focos de reprodução do mosquito estão dentro das casas, onde o Estado tem muito mais dificuldade de acessar.  Para que a gente possa passar esse período sazonal sem grandes problemas, pedimos que as famílias redobrem a atenção com a limpeza do quintal e evitem qualquer recipiente que possa acumular água”, concluiu.

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