Semana de Economia Brasileira resgata avanços dos Ășltimos 40 anos

Por AgĂȘncia Brasil 01/12/2025 Ă s 16:05


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A 1ÂȘ Semana da Economia Brasileira reĂșne no Rio de Janeiro, a partir desta segunda-feira (1Âș), acadĂȘmicos e economistas para debater os principais avanços que marcaram os Ășltimos 40 anos da economia no paĂ­s, apĂłs a retomada da democracia. O diretor de Planejamento e RelaçÔes institucionais do Banco Nacional de Desenvolvimento EconĂŽmico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, abriu o evento.Semana de Economia Brasileira resgata avanços dos Ășltimos 40 anosSemana de Economia Brasileira resgata avanços dos Ășltimos 40 anos

“Se vocĂȘ ficar focado sĂł no curto prazo, deixa de olhar principalmente os avanços que a temos feito nos Ășltimos 40 anos”, afirmou.

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A semana se vai se estender até o próximo dia 5. Especialistas debatem temas econÎmicos ocorridos no país a partir de 1985. Entre eles, a crise da dívida externa e alta da inflação, estabilização com crise cambial, crescimento com distribuição de renda, crise interna com estagnação.


Integrante do governo de transição, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, fala à imprensa, após encontro com o ministro da Economia Paulo Guedes.

Diretor de Planejamento e RelaçÔes institucionais do BNDES, Nelson Barbosa. Foto – Valter Campanato/AgĂȘncia Brasil

Barbosa destacou que a semana de comemoração é a primeira de vårias outras que virão.

A ideia de fazer o evento surgiu de trabalho que o banco de financiamento jĂĄ vinha  promovendo, desde que o atual presidente, Aloizio Mercadante, tomou posse. “É recuperar o papel do BNDES na promoção do debate sobre polĂ­tica econĂŽmica brasileira”, disse.

Durante o evento, pela manhã, foram relembradas as crises e a recuperação do país, sua posição como foco o crescimento, redução da pobreza, integração no mercado de trabalho e geração de emprego.

O Brasil conseguiu estabilizar e fazer a evolução, disse Barbosa. Conseguimos reduzir a pobreza, criar o sistema de saĂșde pĂșblica universal, em um paĂ­s de mais de 100 milhĂ”es de habitantes. Temos uma rede de transferĂȘncia de renda que ajuda no combate Ă  pobreza e nos perigos de crise, como na pandemia de covid 19. E hoje estamos no debate tradicional de todas as democracias, que Ă© o debate fiscal”.

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Desasfios

Barbosa comentou a importĂąncia da discussĂŁo neste momento. “Continuamos a viver grandes transformaçÔes que exigem reflexĂŁo a partir de formulaçÔes e, principalmente, a partir de conceitos”. Ele considera que é preciso capacidade para construir consenso no sentido institucional antigo, que suporta choques.

“Isso Ă© mais importante do que nunca, porque vivemos grandes desafios. O Brasil Ă© um dos paĂ­ses mais desenvolvidos do mundo. E em paĂ­ses com o grau de desigualdade que temos, a solução Ăłbvia para reequilibrar o orçamento Ă© uma polĂ­tica tributĂĄria progressista.”

O diretor citou Aloizio Mercadante, que acredita que o desenvolvimento do Brasil tem que ser para todos. “NĂŁo Ă© para 30%, nĂŁo Ă© para uma minoria, tem que ser para todos. Temos que superar o desafio de crescimento com inclusĂŁo.”

Disse ainda que, em bases muito melhores do que hĂĄ 40 anos, “muito se avançou nos indicadores sociais, na diversidade”.

“NĂŁo sĂł abrimos mais universidades, mas tambĂ©m abrimos as portas das universidades na hora da formação das mulheres E temos novos desafios do sĂ©culo 21.”

A mudança climĂĄtica Ă© um dos desafios, e nĂŁo pode ser enfrentada sem a ação do governo. “O risco Ă© muito grande, o investimento Ă© muito grande, o tempo necessĂĄrio Ă© muito”. Ele ressaltou a necessidade de se fazer uma transição energĂ©tica, a preservação das florestas. É muito importante que nos prĂłximos anos se reconstruam as nossas florestas”.

Outro desafio deste sĂ©culo Ă© o demogrĂĄfico, resssaltou. Em sua avaliação, as pessoas estĂŁo vivendo com mais qualidade, a produtividade estĂĄ subindo, Ă© possĂ­vel sustentar a população em ordem crescente, com foco no padrĂŁo de vida. “SĂł que isso tambĂ©m exige repensar nosso sistema de previdĂȘncia, educação, saĂșde. E isso Ă© um desafio que vai ficar cada vez maior”.

AlĂ©m da parte financeira, Nelson Barbosa vĂȘ uma transformação tecnolĂłgica crescente no Brasil, que nunca parou de olhar para a evolução industrial.

“Com novas tecnologias de inteligĂȘncia artificial mudando a realidade da nossa vida, Ă© preciso gerar emprego de qualidade. É a empregabilidade que faz milhĂ”es de pessoas. Essas mudanças estĂŁo ocorrendo em todos os paĂ­ses. E temos que saber como o Brasil vai se inserir nessa nova tecnologia, nessa nova divisĂŁo de trabalho, nessa nova forma de organização da economia internacional.”

 Segundo Barbosa, o debate aberto e transparente sobre a economia, com os custos e benefĂ­cios de cada alternativa, pode ajudar na tomada de decisĂ”es. “Tudo na vida tem risco, inclusive nĂŁo fazer nada. Precisamos discutir quais sĂŁo os desafios e, principalmente, ouvir os professores, os pesquisadores”, concluiu.

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