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Sindicato se pronuncia após greve em São Paulo

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Sindicato se pronuncia após greve em São Paulo

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo se pronunciou oficialmente após a greve surpresa de ônibus que afetou a capital paulista no fim da tarde desta terça-feira (9). Em comunicado divulgado após reunião emergencial na Prefeitura, a entidade anunciou o encerramento da paralisação e a retomada total da circulação dos ônibus na cidade.

Segundo o sindicato, ficou acordado que as empresas de transporte terão de realizar, até o dia 12 de dezembro, o pagamento do vale-refeição (VR) durante as férias, referente aos meses de setembro, outubro e novembro, além do 13º salário dos trabalhadores. A decisão foi tomada durante um encontro que reuniu o prefeito Ricardo Nunes (MDB), representantes do sindicato, do setor patronal e membros do Executivo municipal.

De acordo com a entidade sindical, o acordo firmado garante o cumprimento de uma negociação celebrada em 28 de novembro e de uma decisão judicial que reconhece o direito dos trabalhadores ao recebimento do vale-refeição durante o período de férias. O sindicato afirmou ainda que, em caso de descumprimento por parte das empresas, a Prefeitura avalia medidas mais duras, como o descredenciamento das concessionárias, conhecido como caducidade do contrato.

Com isso, a paralisação, que teve adesão de quase 100% da categoria, foi encerrada. “Os ônibus voltarão a circular normalmente, sem transtornos aos usuários”, informou o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos Soares, no comunicado.

Greve afetou milhões de passageiros

A greve começou por volta das 17h, no horário de pico, após o sindicato ser informado de que as empresas não garantiriam o pagamento do 13º salário dentro do prazo legal. O temor de novos atrasos levou motoristas e cobradores a cruzarem os braços. Segundo a SPTrans e a Secretaria Municipal de Mobilidade (SMT), cerca de 3,3 milhões de passageiros foram afetados.

Durante a paralisação, diversas viações recolheram os ônibus, entre elas Ambiental, Campo Belo, Express, Gato Preto, Gatusa, Grajaú, KBPX, Metrópole, Mobibrasil, Movebuss, Sambaíba, Santa Brígida, Transppass, Transunião e Via Sudeste.

Além do 13º salário, os trabalhadores reivindicavam o pagamento do vale-refeição durante as férias, benefício reconquistado na última campanha salarial e confirmado pela Justiça, mas que, segundo o sindicato, não vinha sendo cumprido pelas empresas.

Prefeito ameaçou intervenção

Antes do acordo, o prefeito Ricardo Nunes classificou a paralisação como “inaceitável” e afirmou que não aceitaria pressão das concessionárias. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele garantiu que os repasses da Prefeitura às empresas estavam em dia e prometeu medidas administrativas e judiciais caso o 13º salário não fosse pago.

A gestão municipal chegou a registrar boletim de ocorrência contra as empresas e ameaçou intervenção no sistema de transporte, além da abertura de processos de caducidade dos contratos.

Após cerca de duas horas de reunião na Prefeitura, sindicato e empresas chegaram a um entendimento. Com o acordo firmado, a greve foi suspensa e o transporte coletivo voltou a operar normalmente em São Paulo.

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