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Sindicatos acompanham votação da LOA e ameaçam fazer greve se demandas não forem atendidas

Por Everton Damasceno, ContilNet

Vários sindicalistas de diversos segmentos do serviço público acompanham presencialmente as discussões dos deputados nas comissões conjuntas da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta-feira (17), sobre os projetos que estão sendo apreciados, principalmente o que versa sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Grupos ocupam a Aleac nesta quarta-feira/Foto: ContilNet

Isso porque o atendimento às pautas dessas categorias depende da disponibilidade do orçamento e do interesse do Governo. Um dos grupos que acompanha as votações na Aleac é o da Saúde, que exige um novo Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), recomposição inflacionária e pagamento de auxílio-alimentação no valor de R$ 1 mil.

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“Nós estamos aqui hoje acompanhando a votação das comissões em relação aos pleitos defendidos dentro da frente dos sindicatos, que são a recomposição inflacionária de 20,39%, a majoração do auxílio-alimentação para mil reais e a implementação de um auxílio de saúde que alcance os aposentados. São pautas comuns a todas as categorias de servidores públicos do Poder Executivo”, disse Gerliano Nunes, presidente do Sindicato dos Gestores de Políticas Públicas e dos Técnicos em Gestão Pública do Estado do Acre (Sintejesp), que representa também outras 23 categorias.

“E, claro, há as pautas específicas, demandas específicas de cada categoria, inclusive você mencionou a saúde, que está buscando a aprovação do plano de carreiras. Mas também há as dos gestores e técnicos, que incluem pautas específicas de realinhamento, de prêmio de valorização e de incremento do auxílio, além do adicional de jornada para os técnicos de gestão e do realinhamento para os gestores. Portanto, é uma série de pautas específicas que, neste momento, não avançaram por alegação do Poder Executivo em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Gerliano disse que a categoria está na expectativa de que as pautas sejam atendidas pelo Governo. Caso contrário, os sindicatos podem deflagrar greve geral nos próximos meses.

“Nós estamos na expectativa, continuaremos lutando; a luta será contínua. E entendemos que se o governo não apresentar nenhuma proposta hoje em relação a esses pleitos em comum das categorias, os sindicatos vão se reunir e deliberar por movimentos nos próximos meses, porque sabemos da importância para os servidores públicos de que haja pautas aprovadas ainda para o orçamento de 2026 e que fiquem consignadas nesse instrumento que é a LOA, justamente para trazer segurança de que os benefícios que estamos reivindicando sejam atendidos ainda este ano, nesta votação, hoje”, pontuou.

“Há a possibilidade de realizarmos grandes movimentos nos próximos meses, e isso também repercutirá, inclusive, politicamente, porque representamos hoje 23 entidades dentro da frente dos sindicatos, representando aproximadamente 30 mil servidores públicos estaduais”, finalizou.

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