A PolĂcia Civil do Acre identificou o principal suspeito de assassinar o ativista cultural e servidor do MinistĂ©rio PĂşblico do Estado, MoisĂ©s Ferreira Alencastro, de 59 anos. O autor teve a prisĂŁo preventiva decretada pela Justiça e, atualmente, Ă© considerado foragido.
As informações foram repassadas pelo delegado Alcino Ferreira durante entrevista coletiva realizada na Divisão Especializada de Investigação Criminal, nesta quarta-feira (24).
VEJA MAIS: PolĂcia encontra pertences de MoisĂ©s Alencastro na casa de suspeito em Rio Branco
De acordo com o delegado, a polĂcia foi oficialmente notificada na noite de segunda-feira (22) sobre o desaparecimento da vĂtima e, simultaneamente, sobre o achado do veĂculo de MoisĂ©s abandonado na Estrada do Quixadá. Enquanto equipes se dirigiam ao local onde o carro foi encontrado, outra frente da investigação seguiu atĂ© o apartamento da vĂtima, no bairro Morada do Sol, onde o corpo foi localizado com sinais evidentes de violĂŞncia.
As investigações apontam que o autor entrou no apartamento de forma consensual, já que nĂŁo houve qualquer sinal de arrombamento. Dentro do imĂłvel, teria ocorrido um desentendimento que resultou no homicĂdio. O delegado destacou que, apĂłs a morte, houve a subtração de bens, como o veĂculo, telefone celular, cartões bancários e outros pertences pessoais, o que levou inicialmente Ă suspeita de latrocĂnio, hipĂłtese que foi descartada.
Durante as diligĂŞncias, a PolĂcia Civil localizou objetos da vĂtima na residĂŞncia do suspeito, incluindo Ăłculos, controles do carro e do apartamento, alĂ©m de documentos pessoais. TambĂ©m foi apreendida uma roupa que, segundo relatos, teria sido usada pelo autor apĂłs o crime e apresentava vestĂgios de sangue. Esse material está sendo submetido a exames periciais para comparação biolĂłgica.
CONFIRA TAMBÉM: PerĂcia papiloscĂłpica Ă© realizada em apartamento e veĂculo de MoisĂ©s Alencastro em Rio Branco
Com base no conjunto de provas reunidas, a polĂcia representou pela prisĂŁo preventiva do suspeito, que foi autorizada pelo Poder Judiciário. As buscas seguem de forma contĂnua em Rio Branco e em municĂpios do interior, especialmente nas regiões de FeijĂł e Tarauacá. A investigação tambĂ©m apura a possĂvel participação de uma segunda pessoa no crime.



