Treino de 5 minutos ajuda a detectar rostos feitos por IA, diz estudo

Por MetrĂłpoles 30/12/2025

Com o avanço da tecnologia, a inteligĂȘncia artificial (IA) tem proporcionado imagens cada vez mais realistas e que por vezes dificultam a distinção entre o que Ă© real e o que Ă© “fake”. Pesquisadores britĂąnicos descobriram que um treinamento de apenas cinco minutos pode melhorar significativamente a capacidade das pessoas identificarem rostos criados pela IA.

A constatação foi realizada por cientistas das universidades de Leeds, Reading, Greenwich e Lincoln, todas no Reino Unido. Os resultados foram publicados na revista Royal Society Open Science em 12 de novembro.

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Os 664 participantes tiveram a capacidade em distinguir rostos humanos reais e gerados pelo software StyleGAN3 testada antes de qualquer treinamento. Os que tinham habilidades mais apuradas de reconhecimento facial identificaram corretamente 41% das faces feitas por IA, enquanto os com competĂȘncias tĂ­picas alcançaram apenas 31%.

Após receber novas orientaçÔes para a identificação, os resultados melhoraram: os com mais habilidade chegaram a 64% de precisão e os participantes típicos a 51%.

Treinamento para reconhecer rostos feitos por IA

O treinamento oferecido pelos cientistas consistia em ver imagens mais detalhadas sobre atributos que passam batidos pela IA, como dentes desalinhados, linhas de cabelo incomuns ou orelhas e brincos deformados ou incompatĂ­veis. Um olhar mais atento ajuda a perceber mais facilmente as falhas nas faces produzidas por mĂĄquinas.

De acordo com a coautora do artigo, Eilidh Noyes, as imagens feitas por IA estĂŁo cada vez mais fĂĄceis de criar, mas mais difĂ­ceis de detectar. “Elas podem ser usados para fins nefastos, portanto, do ponto de vista da segurança, Ă© crucial que estejamos testando mĂ©todos para detectar imagens artificiais”, diz a especialista da Universidade de Leeds em comunicado.

Por ser o sistema mais avançado disponĂ­vel Ă  Ă©poca do estudo, o StyleGAN3 foi usado como referĂȘncia. Com o passar do tempo, o desafio dos pesquisadores Ă© aprimorar o treinamento Ă  medida que tecnologias mais avançadas tambĂ©m surgem.

“Rostos gerados por computador tĂȘm sido usados ​​para criar perfis falsos em redes sociais, burlar sistemas de verificação de identidade e criar documentos falsos. Os resultados sugerem que combinar esse treinamento com as habilidades naturais de super-reconhecedores pode ajudar a resolver problemas do mundo real”, finaliza a autora princiapl do estudo, Katie Gray, da Universidade de Reading.

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