Uma equipe de auditores de Controle Externo do Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC) visitou escolas da rede municipal de Rio Branco para ouvir professores e gestores e avaliar o suporte oferecido pela Secretaria Municipal de Educação às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
As visitas ocorreram nos dias 3 e 4 e dezembro em unidades das ĂĄreas urbana e rural da capital.
âNosso objetivo Ă© verificar se os alunos que necessitam do suporte de mediador estĂŁo tendo esse direito garantido, alĂ©m de ouvir dos profissionais que lidam diariamente com essas crianças quais sĂŁo as principais dificuldades enfrentadas para melhor atendĂȘ-lasâ, explicou Maria LaĂ©lia Lima, auditora-chefe da 7ÂȘ Coordenadoria Especializada de Controle Externo, unidade temĂĄtica responsĂĄvel por açÔes de controle relacionadas Ă s polĂticas pĂșblicas de educação e gĂȘnero.
Atualmente, segundo dados da Secretaria de Educação de Rio Branco (Seme), existem mais de duas mil crianças matriculadas em creches, na educação infantil e no Ensino Fundamental (1Âș ao 5Âș ano) de Rio Branco diagnosticadas com TEA e que necessitam de algum tipo de suporte.
Problemas identificados
Durante as fiscalizaçÔes, a equipe verificou que, na maioria das escolas visitadas, a oferta de mediadores ainda Ă© insuficiente para atender Ă demanda. TambĂ©m foi identificada a necessidade de ampliar o trabalho de orientação Ă s famĂlias sobre o tema, de modo a fortalecĂȘ-las no acompanhamento adequado das necessidades das crianças.
Constatou-se, ainda, a importĂąncia de uma atuação integrada entre educação, saĂșde e assistĂȘncia social para assegurar um melhor desenvolvimento dessas crianças.
âQueremos agradecer os representantes do Tribunal de Contas por terem chegado a nossa escola para ouvir um pouco das nossas necessidades e demandas. Esse trabalho Ă© importante para mostrar a real necessidade. NĂŁo Ă© sĂł espaço fĂsico ou ausĂȘncia de profissionais para realizar o trabalho. Nossa necessidade depende do esforço da SaĂșde para nos ajudar para que as nossas crianças sejam atendidas com qualidade, da melhor forma possĂvelâ, salientou a professora Wirla Santiago, gestora da Escola Francisco Augusto Bacurau, na Vila Betel.
RelatĂłrio vai apontar medidas
De acordo com Maria Laélia, o trabalho realizado nas escolas integrarå um relatório que serå encaminhado ao Pleno do TCE-AC e, posteriormente, à Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco.
âNosso propĂłsito final Ă© indicar caminhos ao gestor, apontando onde Ă© necessĂĄrio aprimorar e adequar as açÔes para melhor atender as polĂticas voltadas aos alunos no espectro autistaâ, concluiu.
Texto e fotos: Yuri Marcel

