Mensagens extraídas do WhatsApp e entregues à Polícia Civil de São Paulo indicam que Geovanna Proque de Oliveira, de 21 anos, ameaçou o namorado Raphael Canuto Costa poucas horas antes de matá-lo. Em um dos trechos, a jovem afirma que ele iria “beijar o diabo”, frase que passou a ser tratada pelos investigadores como um dos principais indícios de premeditação do crime.

Reprodução / Polícia Civil
Segundo a apuração policial, as mensagens mostram cobranças constantes sobre o comportamento do namorado e um tom de controle e ciúmes. Em determinado momento, Geovanna teria escrito que iria “pegar a faca da picanha para cortar seu pescoço”, conforme consta nos registros analisados. Em outras falas, utiliza expressões como “anseio de ter” e “tédio de possuir”, indicando frustração com o relacionamento.
Raphael chegou a responder com um áudio de cerca de 13 segundos. Na sequência, Geovanna rebateu com a mensagem “tudo você leva na brincadeira, né?” e enviou outras três mensagens que, segundo a Polícia Civil, foram apagadas logo após o envio.
As ameaças teriam sido motivadas após Geovanna saber que o namorado realizava um churrasco em casa, na companhia de amigas. De acordo com os investigadores, ela afirmou de forma explícita que queria matar Raphael. Poucas horas depois, na madrugada do último domingo (28/12), Raphael Canuto Correa, de 21 anos, e a amiga Joyce Correa da Silva, de 19, foram mortos na zona sul da capital paulista.

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Laudos médicos e diagnóstico de depressão
Durante o depoimento, Geovanna apresentou laudos médicos com o objetivo de comprovar que possui diagnóstico de depressão e faz acompanhamento psiquiátrico. A documentação foi anexada ao inquérito e indica que ela chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença — junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em relatório de perícia médica realizado em 7 de novembro, o médico do trabalho Vinício Caio Baptista Rossi apontou que a jovem apresentava ideação suicida e fazia uso de medicamentos controlados. O documento registra ainda que Geovanna tem histórico de depressão desde os 15 anos e teria iniciado uma crise em julho de 2025, com quadro considerado de difícil controle.
Segundo o laudo, ela estava em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo e recebeu afastamento médico por dois meses, entre 23 de outubro e 21 de dezembro. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica dos crimes e a responsabilidade penal da suspeita.
Fonte: Polícia Civil de São Paulo
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