A empresária Val Marchiori relatou, nesta terça-feira (9/12), na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, ter enfrentado negativas de cobertura durante o tratamento de um câncer de mama. Segundo ela, ao receber o diagnóstico, esperava apoio integral do plano, mas foi informada de que teria de pagar quase 80% da cirurgia urgente.
“Eu tive condições financeiras para pagar. Mas e quem não tem?”, questionou, afirmando que o sistema prejudica os pacientes “no bolso, no corpo e na alma”.
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Dados apresentados na audiência apontam que cerca de um quarto da população depende da saúde suplementar, enquanto o lucro das operadoras cresce de forma acelerada. No primeiro semestre de 2025, o resultado financeiro do setor já superou o total do ano anterior. Paralelamente, aumentaram as ações judiciais e as reclamações por negativas de cobertura.
Especialistas afirmaram que há uma estrutura de recusas sistemáticas, muitas vezes baseada em pareceres de auditorias terceirizadas que não utilizam médicos.
Marchiori defendeu que as operadoras sejam responsabilizadas: “Muitas vidas se perdem por negativas, atrasos e burocracias que empurram o atendimento para depois e, muitas vezes, o depois não existe mais”, disse.

