O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) se pronunciou na noite desta quarta-feira (10/12) após a Câmara dos Deputados rejeitar sua cassação e aprovar, em plenário, a suspensão de seu mandato por seis meses. A decisão, aprovada por 318 votos a favor e 141 contrários, foi comemorada pelo parlamentar, que chamou o resultado de “vitória coletiva”.
Glauber era alvo de um processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar, após um episódio em abril de 2024, quando expulsou a chutes o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro dentro da Câmara. O caso motivou a representação do partido Novo, que pedia a cassação do mandato.
“Uma vitória coletiva”
Em entrevista coletiva após a sessão, Glauber agradeceu a mobilização de apoiadores, especialmente nas redes sociais, e destacou o peso da pressão popular no desfecho do caso.
“Essa é uma vitória coletiva, sem abrir mão de princípio, sem recuar e fazer o que queriam. A mobilização que foi feita nas redes nas últimas 48 horas teve um papel muito importante”, declarou.
Apesar da comemoração, o deputado admitiu que não desejava a suspensão:
“Foi uma vitória. Nós queríamos a suspensão? Evidentemente que nós não queríamos uma suspensão, mas, diante do cenário que se tinha, que era de cassação, foi uma vitória.”
Protesto e retirada à força
Na véspera da votação, Glauber ocupou a cadeira da Presidência da Câmara em protesto contra a possibilidade de cassação. Ele conduziu parte da sessão sentado no lugar do presidente da Casa e se recusou a deixar o posto. Por ordem da Mesa Diretora, foi retirado à força por policiais legislativos.
Após o episódio, o deputado passou por exame de corpo de delito e registrou boletim de ocorrência, alegando que houve excesso na ação da segurança da Câmara.
O que motivou o processo
O processo por quebra de decoro foi iniciado após o episódio em abril, quando Glauber, segundo sua versão, reagiu a ofensas direcionadas à sua mãe feitas por um militante do MBL. A confusão, registrada em vídeo, foi considerada grave pelo Conselho de Ética, que recomendou sua cassação.
Com a decisão do plenário desta quarta-feira, o parlamentar mantém o mandato, mas ficará afastado das atividades por seis meses.
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