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Viúva de Canisso expõe conflito: “Maior estresse era o Digão priorizar o Raimundos”

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Viúva de Canisso expõe conflito: “Maior estresse era o Digão priorizar o Raimundos”

Durante um bate papo inédito com a jornalista Patrícia Calderón, do Portal Léo Dias, a viúva do músico Canisso, um dos fundadores do Raimundos, abriu o coração para contar alguns episódios que desgastaram o grupo, principalmente após a saída do outro fundador: o vocalista, Rodolfo. Há dois anos, Canisso morreu vítima de um infarto aos 57 anos. Entre os bastidores tensos, depois da saída de Rodolfo até a vinda da pandemia, ao ser questionada se a morte do marido poderia ter sido decorrente por fatores de estresse e depressão, Adriana comentou que com certeza ficaram cicatrizes.

“Com certeza ele passou muito tempo tentando fazer o Raimundos ser prioridade. Foi tanto tempo, que acredito que foi ressignificado. Mas, se eu te disser que não ficou marca nenhuma, com certeza ficou uma cicatriz. A gente sempre conversava sobre essas questões e com certeza ele tinha uma tristeza em relação a isso”.

Veja as fotos

Adriana e Canisso se conheceram na virada do ano, de 1987 para 1988.Acervo Pessoal/Adriana Toscano
anisso e a esposa, Adriana, com o filho, Pedro.Acervo Pessoal/Adriana Toscano
Reprodução
Digão da banda RaimundosReprodução/Instagram
Canisso morreu em 2023, vítima de um infarto.Reprodução/@baudocanisso

Durante a entrevista, Adriana disse que o próprio Rodolfo não suportava mais a convivência com Digão. E que uma briga no camarim, seguida de agressão física entre o Digão e Canisso, que teria sobrado pra ela até um nariz quebrado, teria sido a gota d’água para conflitos entre os integrantes. “O próprio Rodolfo não aguentou. Um dia ele disse pra mim e pro Canisso: “Não aguento mais esse cara, tô caindo fora”. Na época chegou a ser veiculado que a saída de Rodolfo seria por conta de questões ligadas a religião.

“O maior estresse do Canisso era que o Digão iria cair em si, e iria priorizar o Raimundos, fazer show com Raimundos sem fazer show solo. Ele desejava que o Raimundos não acabasse, a essência da banda sempre foi pura e muito bonita, com liberdade de expressão”.

Questionada se a amizade continuou entre os integrantes e familiares, triste, ela esclarece que não.”Uma situação estranha você ter um amigo de muitos anos, e desenrolar de todos esses anos, acabar nessa situação. Digão está na foto do meu casamento. A gente era muito, muito amigo mesmo. O sucesso meio que corrompe, né? Me lembro que desde os primórdios eu escuto essa história do Digão falar que ia fazer outra banda e fazer mais sucesso que Raimundos”, relembrou.

“O Canisso tinha uma grande amizade com ele, eu também. Entendo que a vida dele tomou outras proporções, ele foi casado três vezes, situações que ele nunca imaginou ocorreram e ele teve que enfrentar. Mas, isso, não justifica fatos que estão comprovados. Quero deixar claro, que não quero apontar erros de ninguém, mas quando a pessoa insiste no erro, biblicamente as pessoas têm a oportunidade de mudar”.

Relembre as discordâncias entre a família de Canisso e o Raimundos nova formação

Com a morte do baixista, começaram os conflitos financeiros. A viúva afirma que Digão chegou a pedir sua ajuda para seguir com a banda, enquanto teria prometido continuar auxiliando a família do amigo, formada por ela e pelos filhos Mike, Lorena, Pedro e Nina. No entanto, Adriana garante que os pagamentos devidos à família cessaram cerca de um ano depois.

Um contrato aponta que: “Em caso de falecimento de qualquer dos sócios, ingressarão na sociedade os herdeiros do sócio falecido. Enquanto não finalizada a partilha, a representação do sócio falecido será feita pelo inventariante”.

De acordo com a viúva, o Raimundos abriu um novo CNPJ a fim de burlar o contrato previamente firmado. Ela destaca que o documento faz referência somente aos valores de fechamento de shows, que é a maior fonte de renda do grupo, enquanto outros valores arrecadados, como direitos autorais e repasses de gravadoras, seguem em vigor.

“Não avisaram nada. Poderiam ter me ligado e falado para a gente ao menos fazer um acordo. Não teve nada disso. Teve um silêncio, e eu ficava sabendo das coisas pelo meu advogado”, relatou.

O espaço fica aberto para que as partes possam se manifestar.

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