O aumento do salário mĂnimo nacional para R$ 1.621, previsto para 2026, deverá provocar um acrĂ©scimo de R$ 9,24 milhões nas despesas das prefeituras do Acre ao longo do prĂłximo ano. A estimativa faz parte de um estudo tĂ©cnico da Confederação Nacional de MunicĂpios (CNM), divulgado nesta sexta-feira (9), que analisa os efeitos do novo piso salarial nas administrações municipais de todo o paĂs.
Segundo o levantamento, o impacto financeiro do reajuste nos municĂpios brasileiros deve ultrapassar R$ 4,28 bilhões em 2026. No recorte estadual, o Acre aparece entre as unidades da Federação com menor comprometimento orçamentário, tanto em valores absolutos quanto em proporção de servidores afetados.

Mesmo assim, CNM alerta para atenção especial em municĂpios de pequeno porte/Foto: Reprodução
Os dados indicam que 4.573 servidores municipais acreanos recebem remuneração de atĂ© 1,5 salário mĂnimo, faixa diretamente atingida pela elevação do piso nacional. Esse contingente corresponde a apenas 0,2% do total de trabalhadores municipais nessa condição em todo o Brasil, o que coloca o estado entre os Ăşltimos no ranking nacional de impacto.
Em contraste, estados como Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram, juntos, cerca de 32% dos servidores municipais que ganham atĂ© 1,5 salário mĂnimo. Como consequĂŞncia, cada um deles enfrentará impactos superiores a R$ 350 milhões por ano. Em Minas Gerais, por exemplo, o custo estimado chega a R$ 537,9 milhões, enquanto na Bahia alcança R$ 452,6 milhões.
Na RegiĂŁo Norte, o Acre tambĂ©m se destaca pelo impacto mais moderado. Enquanto os municĂpios do Pará devem absorver um aumento de despesas superior a R$ 310 milhões, e o Amazonas quase R$ 98 milhões, o valor projetado para o Acre permanece abaixo de R$ 10 milhões, patamar semelhante ao de Amapá e Roraima. Os trĂŞs estados, juntos, representam cerca de 1% do total nacional de servidores municipais nessa faixa salarial.
Apesar do cenário menos pressionado, a CNM ressalta que o reajuste exige planejamento e cautela, sobretudo em municĂpios de pequeno porte, onde a dependĂŞncia de servidores vinculados ao salário mĂnimo costuma ser maior. O estudo tambĂ©m lembra que o novo valor do piso representa um reajuste de 6,79%, resultado da combinação entre a reposição da inflação, medida pelo INPC, e o ganho real associado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), conforme estabelece a legislação vigente.

