O Acre ocupa a terceira posição no País em incidência de casos prováveis de dengue em 2026, segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizados até 24 de janeiro, fim da terceira semana epidemiológica. O estado soma 432 casos prováveis, com um coeficiente de 49,1 casos para cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Tocantins e Goiás no ranking nacional.
Embora o volume absoluto de casos seja menor do que em estados mais populosos, a incidência proporcional revela um impacto mais intenso da doença no território acreano. O Tocantins lidera o ranking nacional com 76,9 casos por 100 mil habitantes (1.213 casos), seguido por Goiás, que soma 3.991 notificações e coeficiente de 54,3. No Brasil, ao todo, já são 31.408 casos prováveis, com 27 óbitos ainda em investigação. No Acre, nenhuma morte foi registrada até o momento.
A análise por sexo mostra uma distribuição relativamente equilibrada, com leve predominância feminina. As mulheres concentram 53% dos casos prováveis, enquanto os homens representam 47%, diferença que sugere maior exposição ou maior procura por atendimento por parte do público feminino.
Quando o recorte é por idade, os números deixam claro onde a dengue mais avança. A faixa etária de 20 a 29 anos lidera as notificações, com 91 casos, seguida pelos grupos de 30 a 39 anos (65 casos) e 40 a 49 anos (66 casos). Juntas, essas três faixas concentram quase metade de todos os registros, indicando que a doença atinge principalmente a população economicamente ativa.
Ainda assim, há registros em crianças menores de um ano e também em idosos com mais de 80 anos, grupos considerados mais vulneráveis às formas graves da doença. Entre pessoas acima de 60 anos, os casos somam 46 notificações.
