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Acre registra queda nos casos de Síndrome Respiratória em 2025, mas vacinação contra gripe segue baixa

Por Redação ContilNet

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentaram redução no Acre em 2025, após dois anos consecutivos de alta. Dados do Boletim Epidemiológico nº 41/2025 da Secretaria de Estado de Saúde do Acre indicam que, entre as semanas epidemiológicas 1 e 49, foram registradas 2.355 notificações no estado, número 13% menor que o observado em 2024 e 5,57% inferior ao total de 2023.

Levantamento da Sesacre aponta redução de 13% nas ocorrências, enquanto crianças e idosos continuam entre os mais afetados/Foto: Reprodução

Em 2023, o Acre contabilizou 2.494 casos de SRAG. No ano seguinte, os registros aumentaram para 2.707, alcançando o maior volume do período analisado. Já em 2025, mesmo com maior procura por atendimento por síndrome gripal, os casos graves diminuíram, sugerindo que a circulação de vírus respiratórios não se traduziu, na mesma proporção, em quadros de maior gravidade.

Apesar da queda geral, o perfil dos pacientes pouco se alterou. Crianças de até 9 anos e idosos com mais de 60 anos seguem como os grupos mais suscetíveis às formas graves da doença, concentrando a maior parte das internações. A maior incidência continua registrada em municípios como Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo, o que mantém pressão sobre hospitais de média e alta complexidade.

Quanto aos agentes causadores, o rinovírus liderou as identificações em internações por SRAG ao longo de 2025, seguido pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelo SARS-CoV-2. Também houve detecção de adenovírus e dos vírus da influenza A e B, confirmando a circulação simultânea de diferentes patógenos respiratórios no estado. A curva epidemiológica mostrou oscilações ao longo do ano, com crescimento a partir da semana 15, queda pontual na semana 18, novo aumento até a semana 27 e redução a partir da semana 29, embora as semanas finais do período tenham voltado a apresentar elevação.

Mesmo com a diminuição dos casos graves, a baixa adesão à vacinação contra a influenza preocupa. A cobertura vacinal média no Acre ficou em 68% em 2025, distante da meta de 98% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Nenhum município atingiu o índice recomendado entre os grupos prioritários. Entre crianças, a cobertura foi inferior a 8%; entre gestantes, pouco acima de 13%; e entre idosos, cerca de 7%, números considerados insuficientes para reduzir de forma mais consistente o impacto das doenças respiratórias no estado.

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