África do Sul solicita que Conselho da ONU se reĂșna com urgĂȘncia

Por AgĂȘncia Brasil 03/01/2026 Ă s 16:03


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O governo da África do Sul solicitou que o Conselho de Segurança da ONU se reĂșna com urgĂȘncia para tratar do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente NicolĂĄs Maduro e de sua esposa. O paĂ­s avalia que as açÔes configuram uma violação da Carta das NaçÔes Unidas, que determina que todos os Estados-Membros devem abster-se da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independĂȘncia polĂ­tica de outro paĂ­s.África do Sul solicita que Conselho da ONU se reĂșna com urgĂȘnciaÁfrica do Sul solicita que Conselho da ONU se reĂșna com urgĂȘncia

Em comunicado oficial, a África do Sul acrescenta que a Carta não autoriza também intervençÔes militares externas em assuntos que são essencialmente de jurisdição interna de uma nação soberana.

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“A histĂłria tem demonstrado repetidamente que invasĂ”es militares contra Estados soberanos geram apenas instabilidade e aprofundamento das crises. O uso unilateral e ilegal da força dessa natureza mina a estabilidade da ordem internacional e o princĂ­pio da igualdade entre as naçÔes”, diz nota do governo sul-africano.

Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episĂłdio de intervençÔes diretas de Washington na AmĂ©rica Latina. A Ășltima vez que os EUA invadiram um paĂ­s latino-americano foi em 1989, no PanamĂĄ, quando os militares norte-americanos sequestraram o entĂŁo presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotrĂĄfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em trĂĄfico internacional de drogas questionam a existĂȘncia desse cartel.

O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhÔes por informaçÔes que levassem a prisão de Maduro.

Para crĂ­ticos, a ação Ă© uma medida geopolĂ­tica para afastar a Venezuela de adversĂĄrios globais dos Estados Unidos, como China e RĂșssia, alĂ©m de exercer maior controle sobre o petrĂłleo do paĂ­s, que Ă© dono das maiores reservas de Ăłleo comprovadas do planeta.

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