Após períodos de festas, excessos alimentares e mudanças na rotina, muitas pessoas relatam cansaço, inchaço, dores no corpo, digestão lenta e sensação de “corpo pesado”.
Esses sinais não indicam falha pessoal, mas sim um estado inflamatório transitório, comum quando há aumento de açúcar, gordura, álcool, sódio e redução de sono e hidratação.
A alimentação anti-inflamatória surge como uma estratégia inteligente para recomeçar, sem dietas restritivas, ajudando o corpo a se reorganizar.

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O que é inflamação alimentar?
A inflamação é uma resposta natural do organismo.
O problema surge quando estímulos repetidos — como ultraprocessados, excesso de açúcar, álcool e noites mal dormidas — mantêm essa resposta ativa por mais tempo.
No pós-festas, é comum observar:
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retenção de líquidos
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inchaço abdominal
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dores musculares
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cansaço excessivo
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piora do funcionamento intestinal
A boa notícia: a inflamação responde rapidamente a ajustes alimentares simples.
Alimentos que ajudam a reduzir inflamação
1️⃣ Vegetais e frutas naturais
Ricos em antioxidantes e fibras.
Exemplos: folhas verdes, brócolis, abobrinha, cenoura, frutas vermelhas, abacaxi, laranja.
2️⃣ Fontes de proteína de boa qualidade
Ajudam na recuperação tecidual e saciedade.
Exemplos: frango, peixe, ovos, carnes magras, leguminosas.
3️⃣ Gorduras boas
Atuam na modulação inflamatória.
Exemplos: azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes.
4️⃣ Alimentos ricos em ômega-3
Importantes para reduzir processos inflamatórios.
Exemplos: peixes, linhaça, chia.
5️⃣ Especiarias naturais
Têm ação anti-inflamatória comprovada.
Exemplos: cúrcuma, gengibre, alho.
Alimentos que aumentam inflamação (especialmente após festas)
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ultraprocessados
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excesso de açúcar
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frituras
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álcool
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embutidos
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excesso de sódio
A redução temporária desses alimentos já melhora significativamente os sintomas.
Estratégias simples para recomeçar sem radicalismo
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priorizar refeições simples e caseiras
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beber mais água ao longo do dia
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manter horários regulares
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incluir verduras e legumes em pelo menos duas refeições
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reduzir, e não cortar, alimentos inflamatórios
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dormir melhor
Essas ações ajudam o corpo a “desinchar” e recuperar energia.
O papel do acompanhamento nutricional
Cada organismo responde de forma diferente.
O acompanhamento com um nutricionista permite identificar gatilhos inflamatórios individuais, ajustar quantidades e evitar estratégias extremas que atrasam o processo.
Recomeçar não precisa ser sinônimo de punição.
A alimentação anti-inflamatória é uma forma gentil e eficaz de cuidar do corpo após excessos, respeitando o tempo do organismo e promovendo bem-estar real.
Referências científicas
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Calder PC. Omega-3 fatty acids and inflammatory processes. Biochim Biophys Acta, 2015.
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Ruiz-Núñez B et al. Lifestyle and inflammation. Nutrients, 2013.
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Slavin JL. Dietary fiber and inflammation. Adv Nutr, 2013.
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Esposito K et al. Mediterranean diet and inflammation. Mol Nutr Food Res, 2014.
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Minihane AM et al. Diet and inflammation. Br J Nutr, 2015.

Luana Diniz
Foto: Clara Lis
*COLUNA NUTRIÇÃO EM PAUTA / LUANA DINIZ NUTRICIONISTA – CRN7 16302
Nutricionista e atleta, formada pela Universidade Federal do Acre, pós-graduada em nutrição clínica esportiva. Trabalha com atendimento clínico nutricional em parceria com a loja de suplementos Be Strong Fitness e é colunista do ContilNet em assuntos sobre alimentação e sua correlação com saúde e bem-estar.
Instagram: @luanadiniznutricionista
Contato: (68) 99973-0101
