Aos 82 anos, Maria Nazaré de Paiva, moradora de Boa Saúde, passou a chamar atenção na cidade ao transformar a própria casa e a rua onde vive em uma grande manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Maria Nazaré ganhou notoriedade ao pintar a vizinhança de vermelho e declarar apoio histórico ao presidente/Foto: Reprodução
Em reportagem exibida pela Nordeste TV, a devoção de Dona Nazaré fica evidente. A calçada, parte da via e os muros próximos à residência foram pintados de vermelho, com o número 13 repetido diversas vezes. A fachada do imóvel exibe cartazes com mensagens de apoio ao presidente, como “Lula Presidente do Brasil” e “Tô com Lula”.
Durante a entrevista, a idosa falou abertamente sobre sua militância política e afirmou não se intimidar diante de críticas ou ataques. Ela disse que defende o presidente por acreditar na democracia e ressaltou que sua ligação com o PT é antiga, desde a primeira vez em que votou, ainda quando morava no Rio de Janeiro, na primeira candidatura de Lula.
Segundo Dona Nazaré, a casa se tornou um ponto conhecido na cidade e até fora do país. Ela contou que já recebeu visitantes estrangeiros interessados em registrar a história, incluindo pessoas vindas da África no ano passado apenas para filmar o local.
A moradora também relembrou o período em que Lula esteve preso, episódio que classificou como uma grande injustiça. Segundo ela, a situação lhe causou forte abalo emocional, com crises de choro e mal-estar. A dedicação à militância, no entanto, já trouxe consequências negativas. Dona Nazaré relatou que chegou a sofrer agressão física de opositores políticos.
Apesar da idade, a idosa afirma que mantém um sonho vivo: conhecer pessoalmente o presidente. Ela disse que há pessoas tentando viabilizar uma visita e garante estar preparada para a emoção do encontro. Além de Lula, Dona Nazaré afirmou que também gostaria de cumprimentar o ministro Alexandre de Moraes, demonstrando, mais uma vez, sua admiração pelas figuras que associa à defesa da democracia.
A história da moradora de Boa Saúde se espalhou pelas redes sociais e reacendeu debates sobre militância política, liberdade de expressão e os limites do engajamento em tempos de forte polarização.
Cidadão 190
