O chatbot Grok, inteligência artificial integrada ao X, do bilionário Elon Musk, passou a restringir os recursos de geração e edição de imagens a assinantes pagos da plataforma. A mudança ocorre dias após uma polêmica internacional envolvendo o uso da ferramenta para manipular fotos de mulheres reais com pouca roupa ou nudez, incluindo imagens de crianças. A alteração começou a ser notada a partir dessa quinta-feira (8/1).
Entenda polêmica da IA de Musk
- No último domingo (4/1), o Metrópoles noticiou o caso de uma jovem que fez um boletim de ocorrência por registro não autorizado de intimidade sexual, após ter foto manipulada pelo Grok para parecer nua.
- Julie Yukari havia postado no X uma foto com sua gata, em 31 de dezembro, e vários perfis na rede solicitaram que a IA gerasse uma nova imagem da moça em poses sexuais e sem roupa.
- Além disso, outras fotos publicadas no X, geradas a partir de comandos de usuários ao Grok, mostravam menores de idade usando roupas mínimas.
- Ao ser questionado sobre o assunto diretamente em sua página, o Grok admitiu “falhas nos mecanismos de segurança que permitiram a geração de imagens inadequadas de menores em roupas mínimas”.
Agora, ao ser marcado em publicações no X com pedidos para criar ou editar imagens, o Grok responde com a seguinte mensagem: “A geração e edição de imagens estão atualmente limitadas a assinantes pagos”, acompanhada de um link para a página de assinatura do serviço.
Apesar da restrição, a limitação não se aplica a todas as formas de uso do Grok. Um botão de “editar imagem”, disponível em fotos publicadas na própria rede social, ainda permite que qualquer usuário utilize o sistema para fazer alterações.
Além disso, a geração de imagens e vídeos segue gratuita por meio do site e do aplicativo independentes do Grok. Segundo usuários, a restrição parece atingir apenas a função em que o chatbot é acionado publicamente por meio de menções no X, com respostas para todos verem.

