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Autoridades encerram buscas no rio por crianças desaparecidas em Bacabal

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Autoridades encerram buscas no rio por crianças desaparecidas em Bacabal

As buscas no Rio Mearim pelas crianças Ághata Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, foram encerradas na noite desta terça-feira (22). Segundo as autoridades, não foram encontrados indícios que confirmem a presença dos irmãos no trecho do rio analisado.

A informação foi confirmada pelo capitão Simões, da Marinha do Brasil, durante entrevista coletiva concedida ao lado de representantes das forças de segurança e do prefeito do município, Roberto Costa (MDB).

De acordo com a Marinha, cães farejadores que atuavam nas buscas seguiram o rastro das crianças até as margens do Rio Mearim. A partir disso, equipes especializadas iniciaram varreduras aquáticas e subaquáticas em pontos considerados estratégicos.

As buscas no rio duraram cinco dias consecutivos e abrangeram aproximadamente 19 quilômetros. Desses, cerca de cinco quilômetros passaram por análises minuciosas, com apoio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros.

Nenhum vestígio localizado

Durante o trabalho, 11 pontos de interesse foram identificados e verificados pelas equipes. Apesar do esforço, nenhum vestígio das crianças foi encontrado.

“Esgotamos a possibilidade de que as crianças ou qualquer indício estejam nesse trecho do rio, que era considerado o de maior probabilidade”, afirmou o capitão Simões.

O desaparecimento das crianças completou 19 dias nesta quinta-feira (22). Desde então, uma grande mobilização foi montada em Bacabal, envolvendo militares da Marinha, do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, policiais, agentes do ICMBio e voluntários.

Segundo o coronel Duque, do Exército, cerca de 200 quilômetros de áreas de mata e terrenos de difícil acesso já foram percorridos pelas equipes terrestres.

Esperança de que estejam vivas

A ausência de corpos ou vestígios, de acordo com o Exército, mantém a esperança de que as crianças possam ser encontradas com vida em outro local. Uma equipe especializada em rastreamento seguirá atuando em áreas mais complexas, com apoio de drones e equipamentos de inteligência.

“A área terrestre está saturada. Caso surja indicação de um novo local, nossas equipes serão acionadas”, explicou Simões.

Com o encerramento das buscas no rio, o trabalho passa a ser conduzido principalmente pela investigação policial. As autoridades não descartam hipóteses como ataque de animais silvestres ou sequestro.

Equipes de segurança e resgate seguem mobilizadas no município enquanto novas linhas investigativas são analisadas.

 

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