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Bancada da bíblia: vereadores criam Frente Parlamentar Evangélica na Câmara de Rio Branco

Por Suene Almeida, ContilNet

A Câmara Municipal de Rio Branco oficializou a criação da Frente Parlamentar Evangélica (FPE). A medida consta na Resolução Legislativa nº 27/2025, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (8), e passa a integrar formalmente a estrutura do Legislativo municipal.

De acordo com o texto, a Frente Parlamentar Evangélica terá caráter suprapartidário e será voltada ao acompanhamento e à discussão de políticas públicas e propostas legislativas de interesse da comunidade evangélica e da sociedade em geral. A resolução é assinada pelo presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Joabe Lira, e pelo primeiro-secretário, Felipe Tchê.

Frente Parlamentar Evangélica é instituída no Legislativo de Rio Branco | Foto: ContilNet

Entre os objetivos da FPE estão a defesa da liberdade religiosa, garantida pela Constituição Federal, o fortalecimento da família como núcleo fundamental da sociedade e o incentivo a ações que promovam a dignidade da pessoa humana e os valores cristãos. A Frente também pretende dar visibilidade a projetos sociais, educacionais e de recuperação de dependentes químicos desenvolvidos por igrejas e instituições evangélicas em Rio Branco.

A resolução prevê ainda que a FPE atue como um canal permanente de diálogo entre o Poder Legislativo, lideranças evangélicas e a sociedade civil organizada, além de promover eventos como seminários, audiências públicas e simpósios para discutir temas de interesse coletivo.

Poderão integrar a Frente Parlamentar todos os vereadores que manifestarem interesse formal, independentemente de partido ou credo religioso, desde que se identifiquem com os objetivos estabelecidos. A coordenação dos trabalhos ficará a cargo de um coordenador-geral, um vice-coordenador e um secretário-geral, eleitos entre os membros da FPE para mandatos de dois anos, com possibilidade de recondução.

As atividades da Frente Parlamentar Evangélica não utilizarão recursos do orçamento da Câmara Municipal, sendo custeadas exclusivamente por seus integrantes ou por doações. As reuniões e eventos poderão ocorrer nas dependências da Casa Legislativa, desde que não gerem custos adicionais nem prejudiquem o funcionamento regular das atividades parlamentares.

Confira:

Resolução

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