O caso envolvendo a denúncia de supostos maus-tratos, negligência e abandono contra três crianças no município de Xapuri, interior do Acre, segue repercutindo após a internação, em estado grave, de uma bebê de apenas sete meses. A situação veio a público depois que familiares procuraram a imprensa e órgãos de proteção para relatar o que classificam como falhas reiteradas nos cuidados prestados pela mãe.
Internada no Hospital da Criança, em Rio Branco, bebê de 7 meses apresenta evolução clínica positiva, segundo familiares/Foto: Reprodução
A bebê está internada no Hospital da Criança, em Rio Branco, onde recebe tratamento após ser diagnosticada com Enterocolite Necrosante (ECN). De acordo com familiares, a criança apresentou melhora nos últimos dias e segue em processo de recuperação, apesar de ainda não haver previsão de alta médica.
A atualização do quadro clínico foi repassada neste sábado (3) por Melque Catrine Sousa dos Santos, tia paterna da bebê, que acompanha de perto o tratamento. Segundo ela, a criança enfrentou dificuldades recentes relacionadas ao acesso venoso para a administração de medicamentos, o que levou a equipe médica a adaptar a forma de tratamento.
Diante da obstrução de acessos no braço, pé e da impossibilidade de utilização de outras vias, os médicos optaram por administrar os medicamentos por via oral. Apesar do momento delicado, a familiar afirmou que a bebê tem respondido bem à nova conduta. “Ela está tomando direitinho, se alimentando bem e reagindo ao tratamento”, relatou.
Ainda conforme a tia, o estado geral da criança tem evoluído de forma positiva. As feridas observadas anteriormente na região do pescoço estariam cicatrizando, o inchaço corporal diminuiu e os exames laboratoriais apresentam estabilidade. O tratamento com antibióticos segue em andamento para combater infecções intestinais associadas ao diagnóstico.
Outro ponto que chamou atenção da equipe médica foi a situação vacinal da bebê. Segundo os familiares, a criança teria recebido apenas as vacinas aplicadas ao nascer, estando com a caderneta praticamente sem registros. A informação foi documentada e comunicada aos profissionais de saúde, que avaliam a atualização do calendário vacinal após a conclusão do tratamento atual.
Segundo os familiares, a criança teria recebido apenas as vacinas aplicadas ao nascer, estando com a caderneta praticamente sem registros/Foto: Reprodução
A bebê permanece internada sem previsão de alta, principalmente devido à necessidade de acompanhamento da resposta à nova forma de medicação. Os familiares afirmam que a criança apresenta melhora gradual com os cuidados recebidos na unidade hospitalar.
O caso também reacendeu o debate sobre a atuação dos órgãos de proteção à infância. Familiares afirmam que tentaram acionar o Conselho Tutelar em outras ocasiões, alegando falta de medidas efetivas para proteger as crianças, que incluem ainda irmãos de 2 e 4 anos.
Em meio à recuperação da bebê, os familiares reforçam o apelo para que medidas sejam adotadas a fim de garantir a segurança das crianças. Um vídeo enviado à imprensa mostra a bebê em recuperação no hospital, evidenciando sinais de melhora clínica. O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes.
Com informações Portal Acre

