Ao anunciar sua pré-candidatura ao Governo nesta segunda-feira (19), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, falou sobre as especulações envolvendo sua relação com o Partido Liberal (PL) e uma possível saída da sigla.
De acordo com o que se comenta nos bastidores da política, Bocalom teria que buscar outro partido para lançar sua candidatura, pois a prioridade do PL seria a reeleição do senador Márcio Bittar.
“Eu sou do PL. Estou me lançando aqui como pré-candidato pelo PL. Eu sou do PL e vamos continuar lutando dentro do partido. Então, eu acho que é uma questão política, é questão de tempo. Lá no final, no início de abril, as coisas realmente vão se definir. Até lá, cada um coloca seu nome, vai para cima e corre atrás. O mais importante é que eu sou de direita e vou continuar defendendo o nome do senador Márcio Bittar como nosso candidato ao Senado. O nome do governador Gladson Cameli também como nosso nome ao Senado. E nós colocamos o nosso nome como pré-candidato ao governo do estado, mas sempre pela direita. Não tem nem o que discutir: nós somos direita e vamos continuar sendo”, afirmou o prefeito.
Bocalom afirma que o PL não está errado em priorizar a reeleição de Bittar, mas acredita que seria interessante o partido ter um candidato ao Governo, especialmente pelo desempenho nas últimas pesquisas.
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“Olha só, primeiro de tudo, quero dizer que o senador Márcio Bittar não está errado quando diz que o Senado é a prioridade do PL. No Brasil inteiro, o que o presidente Bolsonaro falou o tempo todo? Que nós precisamos eleger senadores para arrumar este país. Então, é claro que é prioridade, não tenho dúvida disso. Agora, evidentemente que existe a prioridade para o Senado, mas será que não é importante que o senador tenha também o seu candidato a governador indo muito bem para poderem andar juntos? Por isso estou dizendo que é uma questão a ser discutida mais à frente. Eu não tenho nenhum problema com isso”, salientou.
“O senador Márcio Bittar é meu amigo e continuará sendo, independentemente de ele aceitar ou não a nossa candidatura hoje. A verdade é que ele se colocou, eu também estou me colocando, e outros se colocarão. É a coisa mais natural do mundo neste momento político que estamos vivendo. Estamos em um momento em que quem quer ser candidato tem que botar o nome à disposição. Acho que a hora é essa. Não vejo um veto do PL. Não vejo um veto da direção nacional do PL”, acrescentou.
Bocalom voltou a afirmar que não acredita em um veto à sua pré-candidatura por parte da sigla:
“Olha, não temos veto, sabe por quê? Se o veto vier e nós estivermos mal nas pesquisas, aí sim vem o veto. Mas, se estivermos bem, eu acho que ninguém vai ter coragem de vetar. É essa a pergunta que eu faço. Então, tem muita água para passar debaixo dessa ponte. Lá na frente é que tudo vai se decidir; no momento, tudo é especulação. Volto a insistir: nosso nome entra agora no tabuleiro e tenho certeza absoluta de que vai crescer dia a dia. Muitas pessoas que estavam apoiando outras candidaturas já me disseram: ‘Você vai colocar mesmo o nome? Então pronto, se você colocar, eu vou lhe ajudar’. Então é isso, vamos ver o fechar das urnas”, afirmou.
Por fim, o prefeito comentou a ausência de Márcio Bittar no evento:
“Ele está passeando, está de férias com a família dele no Mato Grosso do Sul. A esposa dele está grávida e ele foi fazer uma visita à família lá. Não tem problema nenhum, é tranquilo. Eu falei com ele antes, na semana passada liguei para ele e contei das nossas intenções, e ele disse: ‘Sem problemas, se você quer ser candidato, coloque seu nome’. A candidatura do senador Márcio Bittar é prioridade, como qualquer candidatura de Senado da direita. Esse é o projeto da direita e o senador Márcio Bittar está conosco”.
