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Boletim aponta vazante dos rios no Acre, mas Defesa Civil segue com monitoramento

Por Redação ContilNet

O monitoramento hidrológico realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Defesa Civil Estadual indica que os principais rios do Acre apresentam tendência de vazante, embora Rio Branco ainda permaneça acima da cota de transbordamento. De acordo com o boletim divulgado às 15 horas desta sexta-feira (23), o Rio Acre marcou 14,36 metros na capital, mantendo o estado de atenção nas áreas ribeirinhas.

Foto: Pedro Devani/Secom

Entre o início da manhã e o meio da tarde, o nível do rio em Rio Branco recuou 21 centímetros, passando de 14,57 metros às 6h para 14,36 metros às 15h, sinalizando redução gradual do volume de água.

Capital em atenção, interior em estabilidade

Mesmo com a vazante, Rio Branco segue acima da cota de transbordamento, estabelecida em 14 metros. A Defesa Civil mantém equipes em alerta e acompanhamento contínuo das áreas mais vulneráveis.

No interior do estado, o monitoramento aponta predominância de níveis abaixo das cotas de alerta. Em Brasiléia e Epitaciolândia, o Rio Acre caiu de 5,19 para 4,53 metros. Em Xapuri, o nível reduziu de 8,82 para 8,39 metros, enquanto em Capixaba passou de 10,10 para 9,60 metros.

Em Porto Acre, o rio apresentou estabilidade, com pequena oscilação entre 11,93 e 11,95 metros. Já em Sena Madureira, o Rio Iaco teve elevação leve, chegando a 11,86 metros, ainda sem ultrapassar cotas críticas.

Juruá em vazante, mas ainda em alerta

Em Cruzeiro do Sul, o monitoramento registra vazante do Rio Juruá, que marcou 12,05 metros. Apesar da queda, o nível segue acima da cota de alerta, exigindo atenção contínua das autoridades e da população ribeirinha.

No Purus, o Rio em Manoel Urbano subiu ao longo do dia, passando de 9,59 para 10,30 metros, mas permanece abaixo da cota de alerta.

Afluentes ajudam a reduzir o volume

O Riozinho do Rola, importante afluente do Rio Acre, segue abaixo da cota de alerta e em queda, o que contribui para a redução gradual do nível na capital e em municípios ao longo da bacia.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, o sistema de monitoramento seguirá ativo durante todo o período chuvoso, especialmente nos meses de fevereiro e março. “Todo o sistema está em alerta permanente para agir por meio das defesas civis municipais”, afirmou.

O coordenador também chamou atenção para riscos associados à vazante. “Se houver movimentação de solo, rachaduras em casas ou inclinação de árvores, a população deve entrar em contato imediatamente com a Defesa Civil ou com o Corpo de Bombeiros pelo 193”, orientou.

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