A divulgação dos valores cobrados no cardápio de uma barraca de praia em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, ampliou ainda mais a repercussão de um episódio de agressão envolvendo comerciantes locais e um casal de turistas. Os preços foram apresentados em reportagem exibida no Balanço Geral SP, após a equipe do programa ter acesso ao cardápio da chamada Barraca Tropical.

Valores praticados por barraca viralizam após reportagem do Balanço Geral SP, enquanto governo de Pernambuco investiga agressões contra casal de turistas/Foto: Reprodução
Entre os itens listados, alguns valores chamaram atenção e provocaram indignação nas redes sociais. Um prato simples de filé de frango acompanhado de arroz e pequenas porções de salada chegava a custar R$ 460. Já o chamado “Prato Tropical”, composto por isca de peixe, camarão, lula e polvo, era oferecido por R$ 580. Outro exemplo foi o pastel: uma porção com seis unidades, com opções como camarão ou napolitano, era vendida por R$ 150, o equivalente a quase R$ 30 por unidade.
Durante a reportagem, apresentadores e comentaristas classificaram os preços como incompatíveis com a realidade do turismo de praia e chegaram a usar o termo “extorsão” para descrever a cobrança. A crítica se intensificou ao relacionar os valores elevados com a reação agressiva de comerciantes diante da recusa de turistas em consumir nos estabelecimentos.
O episódio ganhou contornos ainda mais graves após a agressão sofrida pelos empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, turistas do Mato Grosso que estavam de férias na região. As agressões ocorreram na tarde do sábado (27) e teriam sido motivadas por um desentendimento com barraqueiros locais.
Em nota oficial, o Governo de Pernambuco informou que acompanha o caso e que o setor de inteligência da Secretaria de Defesa Social está conduzindo as investigações. Segundo o comunicado, 14 pessoas já foram identificadas e serão indiciadas em inquérito policial.
Alguns dos comerciantes envolvidos negam que tenha havido cobrança abusiva ou motivação discriminatória no conflito. Ainda assim, o caso reacendeu o debate sobre fiscalização de preços, práticas comerciais em áreas turísticas e a segurança de visitantes em um dos destinos mais procurados do Nordeste brasileiro.
A ampla repercussão do caso levou Porto de Galinhas ao centro do debate nacional, levantando questionamentos sobre práticas comerciais nas áreas turísticas, fiscalização de preços e a responsabilidade do poder público em garantir a segurança e o respeito aos visitantes. O episódio acendeu um alerta para que situações semelhantes não se repitam em um dos destinos mais procurados do Nordeste.
