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Cerca de 30% dos cursos de Medicina serão punidos após avaliação negativa no Enamed

Por Redação

Cerca de 30% dos cursos de Medicina avaliados no país receberão sanções após desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19), durante apresentação oficial dos resultados em Brasília.

Ao todo, 351 cursos de Medicina participaram da avaliação, e mais de 100 deles obtiveram conceitos 1 ou 2 — os mais baixos da escala do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Essas notas são consideradas insuficientes e resultam em penalidades como corte de vagas, suspensão de novos ingressos e restrição ao acesso a programas federais, como o Fies.

Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica — Foto: Adobe Stock

Resultados da avaliação

De acordo com o balanço do Inep:

A prova contou com a participação de cerca de 89 mil estudantes, incluindo alunos concluintes e de outros períodos da graduação. Entre os aproximadamente 39 mil estudantes que estão próximos de concluir o curso, apenas 67% alcançaram desempenho considerado proficiente. Quase 13 mil não demonstraram conhecimento suficiente, segundo os critérios do exame.

Desempenho por tipo de instituição

A análise revela forte desigualdade entre os tipos de instituições:

Já os melhores desempenhos foram registrados nas universidades públicas:

Penalidades previstas

Segundo o Ministério da Educação, 99 dos 107 cursos mal avaliados sofrerão sanções. As exceções são instituições estaduais e municipais, que não estão sob gestão direta do MEC.

As medidas incluem:

Próximos passos

As instituições penalizadas ainda poderão apresentar defesa dentro do prazo estabelecido pelo ministério. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o objetivo das punições não é apenas sancionar, mas garantir melhorias no ensino médico.

“É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem falhas e oferecer um ensino de qualidade. O objetivo é proteger a população que será atendida por esses futuros profissionais”, declarou o ministro.


Fonte: Inep / Ministério da Educação / G1
✍️ Redigido por ContilNet

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