Com uma pontuação de 44,25 no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, Santa Rosa do Purus figura entre os municípios com pior qualidade de vida do país, ocupando a 5.557ª posição em um ranking que avaliou 5.570 cidades brasileiras. O resultado coloca o município como o pior desempenho do Acre no levantamento, segundo informações divulgadas na última sexta-feira (23).
O IPS Brasil avalia o desenvolvimento social para além da renda, considerando fatores essenciais para o bem-estar da população. Os dados revelam que os principais desafios de Santa Rosa do Purus estão concentrados nas áreas de direitos individuais, saúde básica e bem-estar social. O pior componente avaliado foi justamente Direitos Individuais, que mede fatores como acesso a programas de direitos humanos, ações voltadas a minorias e a eficiência no atendimento e na tramitação de processos judiciais. Para se ter uma noção, o conceito de Liberdades Individuais e de Escolha está em situação muito fraca, com pontuação baixa (32,89) e posição 5.565 (próximo ao final do ranking nacional).
Na dimensão Fundamentos do Bem-Estar, o município registrou uma pontuação de 42,68, ficando entre os desempenhos mais baixos do país. Dentro desse eixo, o indicador de Nutrição e Cuidados Médicos Básicos também apresentou resultado crítico, com 49,67 pontos, refletindo problemas relacionados à atenção primária à saúde, mortalidade evitável e acesso a cuidados básicos.
Já a dimensão Necessidades Humanas Básicas teve desempenho considerado relativamente neutro, com 54,26 pontos, indicando que, embora existam avanços pontuais, eles ainda são insuficientes para garantir condições mínimas adequadas de qualidade de vida à população. O Acesso ao Conhecimento Básico, que avalia indicadores como frequência escolar e alfabetização, também ficou em nível intermediário, com 55,55 pontos.
Outro município acreano que aparece em situação semelhante é Feijó, com pontuação de 44,39, igualmente impactado por baixos indicadores relacionados aos direitos individuais, o que reforça um cenário de vulnerabilidade social em parte do interior do estado.

