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Começou 2026: o debate político que já estava capengando no Acre deve terminar de morrer

Por Everton Damasceno, ContilNet

Direita domina Aleac há décadas e esquerda é mais fiel quando o assunto é troca de partidos/Foto: Reprodução

É unânime a constatação de que o debate político no Acre foi reduzido a postagens rasas nas redes sociais e a discussões em grupos de WhatsApp, que debatem esquerda e direita como se fossem os clubes da Luluzinha e do Bolinha. Esse fenômeno, somado a inúmeras questões que não cabem aqui, tornou-se um sintoma tão pesado e insidioso que pulverizou, por exemplo, a força que a esmagadora maioria da classe política do Acre deveria ter.

Aleac

Nossa casa maior, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), enfrentou um ano difícil em 2025. Sem grandes debates, muitos deputados permaneceram calados, e um número considerável deles dedicou-se a subir à tribuna apenas para comentar agendas.

Aleac/Foto: Reprodução

O fôlego maior veio no fim do ano, durante a votação da LOA, quando os parlamentares mostraram a força que o parlamento possui ao legislar sobre os direitos dos servidores públicos que lutavam por melhorias salariais e pelo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). Isso merece reconhecimento.

Base trabalhou bem

A oposição ganhou méritos e elogios pelo trabalho realizado em prol dos servidores, mas a base também conquistou o respeito dos trabalhadores ao fazer uma boa articulação com o governo para beneficiá-los. Isso é boa política.

Precisa aprender

No entanto, essa legislatura precisa aprender com o que marcou o encerramento das atividades do ano passado e fazer diferente em 2026. A expectativa é de que o parlamento, que já estava moribundo, termine de morrer neste ano eleitoral, pois os políticos começam a esvaziar a casa para as campanhas eleitorais… Pode se transformar em mais do mesmo.

Câmara e Senado não estão diferentes

Se na Aleac o clima era de apatia, na Câmara e no Senado o ambiente se assemelhou a um velório. A bancada federal do Acre, com exceção de alguns poucos nomes, precisa se movimentar, ou terminará como a legislatura anterior: derrotada e sem prestígio. Dancinhas e jogadas para a torcida não definirão o resultado de 2026. O recado já foi dado mais de uma vez.

A crítica deve ser assimilada, especialmente considerando que este Congresso enfrenta uma das maiores rejeições dos últimos anos.

Dá para conciliar

Tenho visto políticos no Acre fazendo o dever de casa e aproveitando a ocasião para divulgar seus mandatos e intenções para 2026. Uma coisa não deveria excluir a outra.

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