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Companhias aéreas estudam assentos “quase em pé” para voos curtos e reacendem debate sobre conforto

Por Reprodução ContilNet

Várias companhias aéreas de baixo custo estão estudando e testando um novo modelo de assento conhecido como “quase em pé”, a exemplo do conceito Skyrider 2.0, voltado especialmente para voos de curta duração. A proposta tem como objetivo reduzir custos operacionais e, consequentemente, possibilitar passagens mais baratas em rotas rápidas, geralmente de até uma ou duas horas.

Modelo semi-ereto, como o Skyrider 2.0, promete reduzir custos e baratear passagens, mas ainda enfrenta entraves de segurança e regulamentação/Foto: Reprodução

A ideia não é inédita, mas voltou a ganhar força diante do aumento dos custos do setor aéreo e da busca das empresas por soluções que ampliem a eficiência das aeronaves. O conceito prevê assentos semi-eretos, nos quais o passageiro permanece inclinado, apoiado em estruturas acolchoadas semelhantes a um selim, sem se sentar completamente como nos modelos tradicionais.

Segundo estudos do setor, esse formato permitiria aumentar a quantidade de passageiros por voo e reduzir o peso total da aeronave. Com isso, haveria economia de combustível e melhor aproveitamento do espaço interno, fatores considerados estratégicos pelas companhias low-cost.

Apesar do interesse comercial, a proposta ainda enfrenta obstáculos significativos. Autoridades da aviação civil em diversos países não aprovaram oficialmente esse tipo de configuração para uso regular. Questões relacionadas à segurança, evacuação em caso de emergência e conforto mínimo dos passageiros continuam sendo pontos críticos nas análises técnicas.

Por esse motivo, embora existam protótipos, testes conceituais e especulações sobre uma possível adoção a partir de 2026, não há confirmação de que os assentos “em pé” ou semi-eretos realmente entrarão em operação comercial. Ainda assim, o debate evidencia como as companhias aéreas estão dispostas a repensar o modelo tradicional da classe econômica para reduzir preços, mesmo diante de críticas e controvérsias entre passageiros e especialistas.

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Zaz

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