A administração da Polícia Federal e entidades representativas das carreiras da instituição se reuniram na última sexta-feira (9/1) para discutir a criação de uma nova gratificação para os servidores. O tema é acompanhado de perto por profissionais da área e por candidatos do concurso PF, diante do impacto direto na valorização da carreira.
O encontro ocorreu no gabinete da Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) e marcou mais uma etapa das negociações. Segundo informações apresentadas na reunião, a minuta do projeto ainda não foi oficialmente divulgada, mas já está em análise no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e na própria PF.
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Como funcionaria a nova gratificação
De acordo com o que foi debatido, a proposta prevê a divisão da gratificação em duas partes:
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Parcela fixa: até 20%, de aplicação geral;
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Parcela variável: até 10%, condicionada a critérios de desempenho e restrita aos servidores em atividade.
Para os servidores aposentados, foi sinalizado um modelo de transição: a parcela fixa de 20% seria reduzida gradualmente ao longo de dez anos, até se estabilizar em 11%. Já para os servidores da ativa, o percentual de 20% seria mantido integralmente.
Pontos de divergência
Durante a reunião, representantes das entidades demonstraram preocupação com a falta de definição objetiva sobre os critérios que vão determinar o pagamento da parcela variável de 10%, o que pode gerar insegurança jurídica e funcional.
Também foi debatida uma proposta apresentada por uma associação para excluir os servidores administrativos do texto, sob o argumento de facilitar a tramitação do projeto. A sugestão, no entanto, foi rejeitada pela maioria das entidades e pela própria DGP, que afirmou que os entraves relacionados a esse ponto já estariam superados.
Apesar de reconhecer resistência por parte do MGI, a administração da PF demonstrou otimismo quanto à possibilidade de ajustes e articulações junto à Casa Civil para viabilizar o avanço da proposta. O prazo, porém, é considerado apertado: para que o projeto siga ao Congresso Nacional ainda em 2026, o texto precisa estar consolidado até o fim de fevereiro.
Concurso PF: cargos vagos
Atualmente, a Polícia Federal possui 2.365 cargos vagos nas cinco carreiras da corporação. O maior déficit está no cargo de Agente. Confira a distribuição:
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341 vagas para Delegado
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95 vagas para Perito Criminal
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1.441 vagas para Agente
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450 vagas para Escrivão
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38 vagas para Papiloscopista
Panorama do concurso PF
Organizado pelo Cebraspe, o concurso PF em andamento oferta 1.000 vagas para as carreiras de Agente, Escrivão, Delegado, Papiloscopista e Perito Criminal Federal, com salários iniciais que podem chegar a R$ 26,8 mil.
Distribuição das vagas:
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Agente de Polícia Federal: 630
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Escrivão de Polícia Federal: 160
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Delegado de Polícia Federal: 120
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Papiloscopista Policial Federal: 21
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Perito Criminal Federal: vagas distribuídas em áreas como Contábil-Financeira, Informática Forense, Engenharia, Medicina Legal, Genética Forense, Meio Ambiente, entre outras.
Os candidatos passam por prova objetiva, discursiva, TAF, avaliações médica e psicológica, investigação social e, no caso de Delegado, prova oral. As provas foram aplicadas em 27 de julho, nas capitais de todos os estados e no Distrito Federal.
Resumo do concurso PF
- Banca: Cebraspe
- Vagas: 1.000
- Cargos:
- Delegado
- Escrivão
- Papiloscopista
- Agente
- Perito
- Escolaridade: nível superior
- Salários iniciais: de R$ 14,1 mil a R$ 26,8 mil
- Inscrições: 26/5 a 17/6/2025* data retificada
- Taxa de inscrição:
- R$ 250,00 (Delegado e Perito) e
- R$ 180,00 (Escrivão, Agente e Papiloscopista)
- Provas: 27/7/2025
- Edital
Fonte: Direção Concursos
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