Conscientização contra o assédio e a violência contra a mulher. Foi com este objetivo que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) fez, nesta quinta-feira (22), um ato durante a partida entre Humaitá e Santa Cruz, válida pelo futebol acreano. A mobilização ocorreu na Arena da Floresta, em Rio Branco, e deve ser retomada nas próximas partidas do campeonato.
A ação ocorre em meio a um cenário nacional considerado alarmante/Foto: Reprodução
A iniciativa integra a campanha “Elas Jogam Junto”, desenvolvida pela OAB/AC em parceria com a Federação Acreana de Futebol (FAF), e tem como objetivo enfrentar a violência de gênero e o assédio nos estádios, além de estimular a mudança de comportamento dentro e fora dos campos.
A ação contou com a participação da Comissão da Mulher Advogada (CMA), da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Contra a Mulher, com o apoio da Caixa de Assistência dos Advogados Acreanos (CAIXA) e do time de futebol feminino da OAB, o Apelação.
Durante a mobilização, a OAB/AC levou ao público mensagens educativas reforçando que “violência não é torcida e assédio não é brincadeira”, destacando que o ambiente esportivo deve ser espaço de respeito, segurança e convivência para todos.
O presidente da OAB/AC, Rodrigo Aiache, chamou atenção para dados que indicam aumento da violência doméstica em dias de jogos. “Estudos apontam que, nos dias de partidas, a violência contra a mulher aumenta em torno de 21%. O clima de disputa em campo jamais pode ser motivo de agressão. A rivalidade nos gramados não pode se transformar em violência dentro de casa”, afirmou.
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A ação ocorre em meio a um cenário nacional considerado alarmante. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o maior número da série histórica. No Acre, foram 14 feminicídios em 2025, 75% a mais que o registrado no ano anteiror.
“Cada mulher assassinada representa não apenas uma vida interrompida, mas também o fracasso coletivo das instituições e da sociedade em garantir direitos fundamentais como vida, dignidade, segurança e igualdade. A OAB reafirma seu compromisso inegociável com a defesa dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero”, afirmou a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Caruline Simão.

