A morte brutal do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), provocou forte comoção nas redes sociais e mobilizou uma série de famosos, que passaram a cobrar justiça e respostas das autoridades. Entre eles, a cantora Ana Castela foi uma das vozes mais contundentes ao se manifestar publicamente sobre o caso.
Repordução RD Mais
Em vídeo publicado nos stories do Instagram, Ana Castela demonstrou indignação ao comentar a violência sofrida pelo animal. A artista classificou os adolescentes investigados como “sem juízo, sem coração e sem nada de bom que o mundo tem para oferecer”. Em tom emocionado, ela afirmou não conseguir compreender a motivação do crime.
“Eu não sei como é possível alguém com o coração tão frio ter coragem de fazer isso com um bichinho indefeso. Não entra na minha cabeça”, desabafou.
A cantora também relembrou outros episódios de maus-tratos a animais, como o caso de um cavalo que teve a pata decepada em Bananal (SP), em 2025, reforçando que a violência contra animais precisa ser combatida com mais rigor.
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Viagem ao exterior revolta internautas e famosos
Outro ponto que gerou revolta foi a informação de que dois dos adolescentes investigados teriam viajado para os Estados Unidos logo após o crime, visitando parques da Disney. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a viagem já estava programada antes da agressão, mas o fato ampliou a indignação popular.
Luisa Mell, Giovanna Ewbank e Gracyanne Barbosa também se manifestam
A ativista Luisa Mell utilizou as redes sociais para criticar a condução das investigações e demonstrar preocupação com o desaparecimento de um suposto vídeo que mostraria as agressões contra Orelha.
“Tem um vídeo onde esses assassinos espancam o cachorro até a morte, mas eu não consigo chegar nesse vídeo. Ele simplesmente desapareceu”, afirmou.
A atriz Giovanna Ewbank também se posicionou, classificando o caso como “inacreditável e inaceitável”. Já a modelo Gracyanne Barbosa, pela rede social X, destacou a crueldade do crime e a idade dos envolvidos: “Crueldade demais. Quando paro para pensar na idade de quem tirou covardemente a vida desse cachorro”.
Polícia cumpre mandados e investiga agressões a outro animal
A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na manhã desta segunda-feira (26), quatro mandados de busca e apreensão nas residências dos adolescentes investigados. Celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi apreendido.
Polícia cumpriu mandados nas residências dos investigados pelas agressões ao cão Orelha Foto: Divulgação/NDTV RECORD/ND Mais
As investigações apontam ainda que outro cão comunitário, chamado Caramelo, também teria sido vítima dos mesmos jovens, em uma tentativa de afogamento. O animal sobreviveu e foi adotado pelo próprio delegado-geral Ulisses Gabriel.
Orelha era símbolo da comunidade
Orelha, também chamado de Preto por moradores, vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era cuidado de forma coletiva por pescadores, comerciantes e moradores da região. Ele foi encontrado gravemente ferido, com lesões profundas, e acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade do quadro.
Em vídeo divulgado anteriormente, o delegado-geral afirmou que os adolescentes teriam agredido o animal com pauladas e garantiu que o caso será levado à Justiça.
Fonte: ND Mais / SC no Ar
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