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Corretora desaparecida é achada morta em Caldas Novas

Por Redação

O corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro, foi encontrado nesta quarta-feira em Caldas Novas. O síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, e o filho dele foram presos pela polícia.

Segundo as investigações, Cleber confessou o crime após ser detido. Ele indicou à polícia o local onde havia escondido o corpo da vítima, encontrado em uma área de mata às margens de uma estrada no município. O suspeito foi levado até o ponto exato para mostrar onde abandonou o cadáver.

De acordo com a Polícia Civil, Daiane teria sido morta no mesmo dia do desaparecimento. O corpo foi colocado na caçamba de um carro e descartado posteriormente. A polícia ainda não detalhou qual teria sido o envolvimento do filho de Cleber no crime.

Polícia encontra corpo de corretora de imóveis desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 • Reprodução

Histórico de perseguição

Cleber Rosa de Oliveira já havia sido denunciado por perseguição contra Daiane no início do ano. Conforme denúncia do Ministério Público de Goiás, o síndico teria adotado condutas que colocavam em risco a integridade física e psicológica da corretora entre fevereiro e outubro de 2025.

A denúncia também aponta indícios de sabotagem no fornecimento de água, energia elétrica, gás e internet de imóveis administrados por Daiane. Os conflitos teriam começado após um desentendimento envolvendo a locação de um apartamento para um número de pessoas maior do que o permitido no prédio.

A defesa de Cleber informou, em nota divulgada antes da prisão, que ele colaborava com as autoridades e havia prestado esclarecimentos para ajudar na solução do caso. Após a prisão, os advogados não haviam se manifestado até a última atualização.

Desaparecimento

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após ser vista pela última vez por volta das 19h, ao sair do elevador no subsolo do prédio onde morava havia cerca de dois anos. Segundo a mãe, Nilce, a filha havia ido ao local para religar a energia elétrica do apartamento, que sofria cortes frequentes, mesmo sem atraso nas contas.

Câmeras de segurança registraram Daiane saindo do apartamento, entrando no elevador e seguindo até a área técnica do prédio. Em um vídeo enviado a uma amiga, ela mostrou que o condomínio tinha energia normalmente, enquanto apenas seu imóvel estava sem fornecimento.

O prédio onde a corretora morava integra um condomínio com vários blocos, cada um com administração própria — fator que, segundo a polícia, trouxe complexidade às investigações.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Goiás.

Fonte: UOL / Polícia Civil de Goiás
✍️ Redigido por ContilNet

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