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Defesa Civil alerta para riscos de motos aquáticas no Rio Acre e anuncia pedido de fiscalização da Marinha

Por Dry Alves, ContilNet

O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, conersou com a reportagem do ContilNet e fez um alerta contundente sobre os riscos do uso de motos aquáticas e embarcações rápidas no Rio Acre, principalmente em períodos de cheia. Segundo ele, a prática representa perigo não apenas para quem pilota, mas também para banhistas, ribeirinhos e produtores rurais que utilizam o rio como meio de transporte.

Tenente-coronel Cláudio Falcão afirma que uso irregular de embarcações rápidas coloca banhistas e moradores em perigo, especialmente durante a cheia do rio/Foto: Reprodução

De acordo com Falcão, a legislação da Marinha estabelece regras claras para esse tipo de embarcação. “É preciso manter uma distância mínima de 150 metros da margem onde há banhistas. A partir desse limite, para se aproximar da margem, a embarcação deve estar a no máximo 8 nós, o que dá em torno de 5 km por hora, uma velocidade mínima apenas para atracação”, explicou. O descumprimento dessas normas, segundo ele, eleva significativamente o risco de acidentes.

O coordenador destacou ainda que o tráfego de motos aquáticas e lanchas gera ondas que podem causar colisões com embarcações menores, usadas por produtores rurais. “Além disso, se uma moto aquática perde o controle em uma manobra dessas, ela pode parar no meio da rua e atropelar muita gente”, alertou. Para Falcão, o cenário atual exige medidas firmes, mesmo que sejam impopulares. “Apesar de ser uma medida impopular da Defesa Civil municipal, isso é tudo em nome da segurança das pessoas. A gente não pode dar um passo atrás em relação a isso”, afirmou.

Diante da situação, o tenente-coronel informou que irá solicitar oficialmente a presença da Marinha do Brasil para reforçar a fiscalização no local. Segundo ele, a competência para fiscalizar, proibir, apreender ou confiscar embarcações é da Marinha. “Para não passar nenhum tipo de vexame ou agir fora da nossa competência, é melhor solicitar a presença da Marinha para fazer esses trâmites”, disse.

Falcão também chamou atenção para outras irregularidades frequentes, como o consumo de bebida alcoólica por condutores, a pilotagem por menores de idade ou por pessoas sem habilitação. Nesses casos, explicou, a fiscalização é da Marinha, mas eventuais acidentes ou crimes são encaminhados à Polícia Civil, que instaura inquérito e encaminha o caso ao Judiciário. “Tudo isso precisa ser fiscalizado, porque é perigoso e a prioridade é preservar a segurança de todos”, concluiu.

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