A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, usando como principal argumento a queda sofrida por ele no último dia 6. Segundo os advogados, o episódio representa uma mudança relevante no quadro clínico desde o último requerimento — negado por Moraes em 1º de janeiro.
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No documento, os defensores afirmam que a queda dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, não foi “um fato isolado”, mas a materialização dos riscos de saúde que já vinham sendo apontados por médicos há anos. Para a defesa, a situação transforma projeções clínicas em um problema concreto.
Os advogados anexaram relatórios médicos e fisioterapêuticos e sustentam que Bolsonaro necessita de assistência humana constante. Eles argumentam que a prisão domiciliar seria a única forma de garantir execução da pena “com preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, sujeita a monitoramento eletrônico e às condições que o STF considerar necessárias.
Versão da defesa de Bolsonaro
A defesa ainda afirma que manter Bolsonaro no sistema prisional após o episódio transfere ao Estado um risco que já teria se mostrado real, podendo gerar responsabilidade em caso de agravamento do quadro clínico.
Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo craniano leve após a queda. Exames apontaram uma densificação de partes moles na região frontal e temporal direita.
O novo pedido agora aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes.
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