A delegada Layla Lima Ayub, presa nessa sexta-feira (16/1) por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), disse em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil que “errou” ao advogar para supostos integrantes de Comando Vermelho (CV) em uma audiência de custódia, no final do ano passado. O episódio, que ocorreu dias após sua posse como delegada, teria motivado a expedição do mandado de prisão contra a policial.
Além disso, Layla Lima Ayub mantinha um relacionamento com Jardel Neto Pereira da Cruz, de 29 anos, apontado pela polícia como um importante membro do PCC na região Norte. Dedel, como é conhecido, também foi preso. As autoridades não especificaram de que maneira a delegada atuaria para o crime organizado.
O depoimento de Layla foi colhido horas após a prisão. O inquérito do caso corre em segredo de Justiça, mas pessoas ligadas à investigação afirmam que ela teria dito saber que o companheiro seria membro do PCC.
A mulher também disse já ter sido casada duas vezes antes de conhecer Jardel. Após o falecimento do primeiro marido, conheceu um policial militar que passou em um concurso para delegado e acabou incentivando a companheira a fazer o mesmo. Antes de ser aprovada, conheceu o suposto membro do PCC e acabou “se apaixonando”.
Layla Lima Ayub tomou posse como delegada de polícia no dia 19 de dezembro de 2025. A partir desse dia, ela passou a ser aluna da Academia de Polícia (Acadepol). No dia da sua formatura, a delegada levou o namorado membro do PCC para o evento.
No pedido de prisão, as autoridades definiram a ação como “audaciosa”, visto que o homem, conhecido como Dedel, estava descumprindo condições da liberdade condicional.
No dia 28 de dezembro, Layla Ayub, mesmo já tendo tomado posse como delegada, atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho em uma audiência de custódia no Pará. Na ocasião, os detentos estavam respondendo pelos crimes de tráfico e associação criminosa.
