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‘Detetives’ da web revelam que modelo não existe e foi criada por IA

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‘Detetives’ da web revelam que modelo não existe e foi criada por IA

Descrita como “estonteante”, “exótica” e “um presente dos céus”, Nia Noir acumulou mais de 2,6 milhões de seguidores no TikTok e milhares de fãs em outras plataformas. Em sua bio, ela se apresentava como “apenas uma garota com um lado sombrio”, alimentando o fascínio em torno de sua imagem misteriosa.

Além das redes tradicionais, ela também mantinha um perfil em sites de conteúdo adulto, onde se promovia como uma fantasia “sem censura”. A estética impecável e o ar enigmático fizeram com que muitos seguidores questionassem por que ela nunca havia se tornado modelo profissional, pergunta que acabou se revelando a pista-chave do mistério.

Nos últimos dias, internautas conhecidos como “detetives da web” passaram a analisar vídeos e fotos da influencer e notaram inconsistências em sua aparência: traços faciais que mudavam de uma postagem para outra e movimentos considerados artificiais. A investigação avançou quando partes de seus vídeos foram associadas a bancos de dados de imagens usados para treinar sistemas de inteligência artificial generativa.

A conclusão foi inevitável: Nia Noir não existe. Trata-se de uma personagem criada por IA, desenhada para parecer humana e atrair engajamento em massa.

A revelação causou desapontamento em parte do público, com seguidores afirmando que se sentiram enganados e que deixariam de acompanhar o perfil. Outros, porém, defenderam a influencer virtual, classificando o caso como um exemplo do avanço tecnológico e de novas formas de expressão criativa no ambiente digital.

O episódio reacende o debate sobre os limites entre realidade e ficção nas redes sociais e levanta uma questão cada vez mais presente: até que ponto a autenticidade ainda é um critério essencial na era dos influenciadores criados por inteligência artificial?

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