Do desaparecimento à confissão: o que se sabe até agora

Síndico é suspeito; corpo foi encontrado após 43 dias em Caldas Novas

Após 43 dias de desaparecimento, o corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (28/1) em uma área de mata de Caldas Novas. O principal suspeito é o síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, que foi preso e confessou o crime. A seguir, veja a cronologia do caso.

Reprodução/ Redes Sociais


Conflitos com o síndico (2024–2025)

  • Nov/2024: começam as desavenças entre Daiane e Cléber, no condomínio onde ela administrava imóveis.

  • 2024–2025: Daiane ingressa com 12 ações judiciais contra o síndico.

  • Fev–Out/2025: o Ministério Público de Goiás denuncia Cléber por perseguição.

  • Há relatos de interrupções recorrentes de serviços essenciais (água, luz, gás e internet).

Cortes de energia e decisões judiciais

  • 4/6/2025: primeira reclamação formal de Daiane sobre corte de energia, apesar de contas em dia.

  • A administração alegou descumprimento do regimento; Daiane negou atividade comercial no apartamento.

  • Segundo decisão do Tribunal de Justiça de Goiás, o religamento teria sido condicionado à entrega de materiais.

Desaparecimento (17/12)

  • Daiane desce ao subsolo para verificar a falta de energia.

  • Câmeras a registram no elevador, na portaria e retornando ao subsolo. Não há imagens dela saindo do prédio.

  • Ela envia vídeos a uma amiga mostrando o apartamento sem luz.

  • A família registra BO na noite seguinte; não há movimentação bancária nem novos sinais do celular após o sumiço.

Busca e investigação

  • Varreduras são feitas no entorno do condomínio; o imóvel estava trancado quando a família chegou, apesar de vídeos mostrarem a porta aberta antes.

  • A apuração aponta contradições nos depoimentos do síndico.

Corpo encontrado e prisões (28/1)

  • A Polícia Civil de Goiás localiza o corpo em mata, em avançado estado de decomposição.

  • Cléber é preso e confessa o homicídio, levando os policiais ao local.

  • O filho, Maykon Douglas de Oliveira, também é preso, suspeito de participação.

  • Segundo a confissão, a morte ocorreu após discussão no subsolo no dia 17/12; o corpo teria sido levado na picape do síndico.

  • Imagens mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h, contrariando versão inicial.


O caso segue sob investigação para esclarecer a participação de terceiros e a dinâmica completa do crime.

Fonte: Metrópoles / Polícia Civil de Goiás
✍️ Redigido por ContilNet

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